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Glitter biodegradável de celulose é produzido por pesquisadores do Reino Unido

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Glitter biodegradável de celulose é produzido por pesquisadores do Reino Unido

O glitter comum tem um impacto negativo no meio ambiente, e pesquisadores procuram alternativas ecológicas de produzir o material

O glitter faz parte da decoração de muitos eventos e celebrações, como cartazes, pinturas, maquiagens e seu uso no Carnaval. No entanto, a forma comum como o conhecemos é feita de microplásticos e outros materiais tóxicos, fazendo-o poluir rios e oceanos, impactando diretamente na vida aquática. Por conta desse efeito negativo, cientistas têm procurado alternativas para produzi-lo de uma maneira menos agressiva e ecologicamente sustentável, e encontraram a celulose, presente nas plantas, como uma matéria-prima capaz de ser transformada no pó brilhante.

O que pouca gente conhece é que o glitter, o principal componente de muitas decorações e maquiagens, tem um impacto negativo muito alto no meio ambiente. Ele é formado por micropartículas de plástico e leva também componentes tóxicos como folhas de alumínio, dióxido de titânio e óxido de ferro em sua composição.

O glitter é, muitas vezes, lavado após entrar em contato com nosso corpo, e entra no sistema de saneamento básico. Por seu formato ser muito pequeno, ele não é capaz de ser filtrado pelo sistema de tratamento de água, e acaba sendo jogado nos rios e oceanos, onde se acumula com outros materiais descartados. São toneladas de plástico sendo jogadas no ambiente aquático, o que impacta diretamente na vida marinha. Os seres vivos marinhos, muitas vezes, se alimentam desse material, o que em excesso pode levar à morte e ao desequilíbrio do ecossistema, um impacto ainda maior.

Portanto, cientistas têm procurado por soluções que não degradem o meio ambiente e sejam seguras para serem utilizadas. Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, realizaram um estudo utilizando a celulose, substância encontrada nas plantas e utilizada para a produção de papel. O glitter feito de celulose é biodegradável e vegano, e como sua principal matéria-prima vem dos vegetais, espera-se que não resulte nos mesmos impactos que o glitter comum.

Esse novo tipo de glitter passa por um processo conhecido por coloração estrutural, onde a celulose é colocada em nanocristais, com uma camada semelhante a um filme, como asas de borboletas. Esse fenômeno faz com que os feixes de luz entrem nos nanocristais e se espalhem de maneiras diferentes, através de cores únicas.

Entretanto, uma outra pesquisa aponta que o glitter biodegradável pode ser tão prejudicial ao meio ambiente quanto o glitter comum. Pesquisadores da Anglia Ruskin University, do Reino Unido, organizaram um estudo para analisar o impacto do glitter ecológico. Eles concluíram que a coloração do glitter sustentável se comporta de maneira semelhante ao glitter de plástico, o que pode provocar os mesmos efeitos negativos nos rios e lagos e afetar a vida aquática.

A celulose utilizada para produzir o glitter biodegradável é encontrada nas plantas, mais comumente nos troncos de árvores. A madeira, então, passa por um amplo processo até que a celulose seja extraída. As árvores são colhidas, cortadas em toras com a ajuda de uma serra circular, os pedaços são lavados e passam por um processo de cozimento para separar a substância, a celulose passa por um branqueamento para retirar as impurezas e, posteriormente, pela secagem e é embalada para ser armazenada e utilizada como matéria-prima.

Girl hands holding golden glitter on a green linen fabric. Selective focus.

Veracel Centro 3
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