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Universidade discute as aplicações da fibra de bambu e sua alta rentabilidade

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Universidade discute as aplicações da fibra de bambu e sua alta rentabilidade

Pesquisadores apresentam o bambu como sendo um material renovável que pode ser utilizado em diversas áreas

12/09/2016 – Será comemorado na próxima quarta-feira (14), das 9h30 às 20h30, o “Dia do Bambu”, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, campus Higienópolis, em São Paulo. O evento que faz parte da XXVII Semana de Engenharia e Tecnologia, trará discussões sobre essa fibra de alto valor agregado e que, atualmente, configura como um produto de origem vegetal com grande potencial no agronegócio.

Guilherme KorteSegundo Guilherme Korte, presidente da APROBAMBU (Associação Brasileira dos Produtores de Bambu), existem no Brasil cerca de 232 espécies nativas. O Acre possui a maior floresta natural com Bambu do mundo e no Mato Grosso do Sul, um grande potencial para o consumo e a produção desta espécie, já que possui a terceira maior floresta de bambu do país.

“Nós brasileiros convivemos com o bambu há 400 anos, desde quando os navegadores trouxeram e plantaram diversas espécies exóticas, que na época auxiliavam na filtragem da água, na reforma de embarcações e também como alimento. Hoje, pode-se dizer que o bambu é explorado e estudado no mundo inteiro, seja na obtenção da biomassa e do carvão vegetal para setor siderúrgico ou mesmo na construção civil e na decoração, como pisos, vigas e madeiras a partir da transformação, substituindo até fibra de vidro por fibra de bambu”, explica Korte.

Dados da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) demonstram que a implantação de um hectare de bambu no Brasil chega no máximo a R$ 8.000,00, com linhas de crédito na Agricultura de Baixo Carbono podendo recuperar áreas degradadas, terras com baixo retorno econômico, ser implantado nas reservas legais com manejo de corte seletivo, em projetos de integração lavoura-pecuária-floresta e agrofloresta com bambu. Tendo como base o exemplo chinês, gerar milhares de empregos e fixar o homem no campo com futuro promissor de longo prazo, pois planta-se apenas uma vez.

“Se na China o processamento de dois milhões de hectares de bambus gera mais de US$ 30 bilhões anuais, talvez São Paulo possa gerar algo próximo, já que é dos grandes importadores da viscose, dos maiores consumidores da madeira da Amazônia, possui um parque energético ávido por biomassa sobressalente nas épocas de entressafra, mais polpa e pasta de celulose, e tecnologia possui nas suas indústrias de ponta a uma fibra nobre como essa”, ressalta Korte.

bambuDentre os palestrantes destacam-se Betty Feffer, do Instituto Jatobá, Herodoto Barbeiro, da Record News, Rubens Rizek e Ricardo Salles, da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Maria Tereza Grombone, do Instituto de Botânica de São Paulo e Renata Silva e Sousa, da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Acre.

Nesse dia dedicado ao bambu, material de extrema relevância na agroindústria, serão discutidos sua aplicabilidade como biocompósito, carvão, estruturas e concretos, arquitetura e construção civil, propagação in vitro, tecnologia de produção de biomassa, patente, empreendedorismo, resistência mecânica, sustentabilidade social, potencial biotecnológico, propriedades conservantes e antimicrobianas e também como tissue paper.

Dia do Bambu – XXVIII Semana de Engenharia e Tecnologia

  • Local: Universidade Presbiteriana Mackenzie – Campus Higienópolis
  • Data: 14 de setembro de 2016
  • Horário: Das 9h30 as 20h30
  • Informações: (11) 2114-8120
  • Inscrições: Vagas Limitadas
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