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Setor sucroalcooleiro mantém exportações em alta região de Ribeirão Preto

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Setor sucroalcooleiro mantém exportações em alta região de Ribeirão Preto

O Boletim de Comércio Exterior do Ceper/Fundace de janeiro de 2017 traz informações sobre a evolução da balança comercial e compara as exportações e importações do município de Ribeirão Preto com as da Região Administrativa de Ribeirão Preto (RARP).
A partir do levantamento, feito com base em informações coletadas do site AliceWeb, nota-se que o saldo da balança comercial da RARP vem se mantendo positivo no acumulado em 12 meses desde 2005 em decorrência da importância de produtos do setor sucroalcooleiro.
Como mostra o Boletim do Ceper, a partir do início de 2015 vem ocorrendo um declínio das importações e um crescimento das exportações da RARP, elevando o saldo de sua balança comercial. “A elevação do preço do açúcar no mercado internacional desde meados de 2015 é um elemento importante para entender esta trajetória”, explica o pesquisador Luciano Nakabashi.
Dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento estimam que o preço recebido pelos produtores paulistas pela venda de produtos agropecuários aumentou em 20,97% em 2016 em relação ao ano anterior, com destaque para a cana-de-açúcar, com crescimento de 20,98%.
“Interessante notar que, até mesmo para o Brasil como um todo, o segmento sucroalcooleiro foi um dos únicos do agronegócio a apresentar crescimento de suas exportações de 2015 para 2016, com crescimento de 32,95% (em dólares)”, analisa Nakabashi. Outros segmentos importantes, como o de soja, carnes, produtos florestais e café, sofreram retração de 9,08%, 3,49%, 0,91% e 11,15%, respectivamente. Os números são do IEA.
No município de Ribeirão Preto, o mesmo cenário positivo não se repetiu. “Isso porque as exportações locais são dependentes, em maior grau, de produtos manufaturados, setor que vem sofrendo mais com a crise mundial e com a conjuntura da economia brasileira”, explica o pesquisador do Ceper e coordenador do Boletim Comércio Exterior.
Principais destinos – O estudo aponta que, pelo segundo ano consecutivo, a China segue como o principal destino das exportações da RARP. O ganho de importância da China, explica Nakabashi, está relacionado ao crescimento relativo do país como mercado importador de açúcar ao longo dos últimos anos. “A China foi o país que mais importou açúcar brasileiro em 2015”.
A Nigéria também tem ganhado participação na importação de açúcar do país, ficando na sexta posição entre os países que mais importaram em 2015, segundo dados do Ministério da Agricultura. “Adicionalmente, os dois países são grandes importadores de etanol brasileiro, completa Luciano.
No estado de São Paulo, o saldo da balança comercial mostra uma trajetória crescente desde dezembro de 2014, mesmo permanecendo com valores negativos em quase todo o período. Na Região Metropolitana de São Paulo, o saldo da balança comercial tem sido negativo desde o ano de 2008. O estado de São Paulo e, sobretudo, a RMSP apresentaram valores negativos no saldo da balança comercial em boa parte do período devido à maior importância do setor industrial na composição de suas exportações e importações.

Por: Agrolink

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