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Ressurgência de uma antiga ameaça: Gorgulho-do-eucalipto

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Ressurgência de uma antiga ameaça: Gorgulho-do-eucalipto

21/10/2016 – As plantações florestais de eucalipto no Brasil representam 72% da área total de florestas plantadas e atingem 5,56 milhões de hectares. Desse total, aproximadamente 1 milhão e 225 mil ha estão nos estados de São Paulo e Paraná, respectivamente. Os produtos florestais representaram 5,5 % do PIB Industrial Brasileiro e R$ 60,6 bilhões de reais em 2014, respectivamente (IBÁ, 2015).

circular-tecnica-ipef-gorgulho-do-eucaliptoA eucaliptocultura brasileira, em especial nos Estados de São Paulo e Paraná, está convivendo com a volta de uma importante praga. Trata-se do gorgulho-do-eucalipto Gonipterus platensis (Coleoptera: Curculionidae), praga de origem australiana e distribuída em países de quatro continentes (África, Américas do Sul e do Norte e Europa).

Este inseto tem causado desfolhamento total e em ponteiros de árvores de eucalipto de diferentes idades. Essas injúrias causam um superbrotamento das árvores, e uma redução na produção em volume de madeira de até 29%. A principal tática de manejo do gorgulho-do-eucalipto é o controle biológico com o parasitoide de ovos Anaphes nitens (Hymenoptera: Mymaridae).

Esse parasitoide, também originário da Austrália, foi introduzido pela Argentina em 1928 e dispersou naturalmente pelo Uruguai e Brasil, onde foi detectado na década de 1950.

A praga foi encontrada em Santa Catarina e Paraná na década de 1980, em São Paulo em 1992 e no Espírito Santo em 2003 e tendo o parasitoide A. nitens se dispersado junto com a praga, com exceção do Espírito Santo, onde foi introduzido em 2004, sempre com alta eficiência de controle (WILCKEN; OLIVEIRA, 2015).

Porém, o gorgulho-do-eucalipto ressurgiu na região sul do Estado de São Paulo em dezembro de 2012 e vem se disseminando para sua a região central e para o nordeste do Paraná. Nestes Estados, a taxa média de parasitismo tem variado entre 30 a 60 %, sendo inferior a de 90 % de parasitismo que é verificada em outros Estados. Esta diferença na eficiência do parasitoide pode estar relacionada às condições climáticas do local.

A redução da eficiência de A. nitens também foi constatada nos últimos anos em Portugal, Espanha, Chile e África do Sul. Para o manejo de G. platensis esses países estão optando pela prospecção de novas espécies de parasitoides, como Anaphes tasmaniae e A. inexpectatus (Hymenoptera: Mymaridae) associados com metodologias de controle químico e microbiano, visando assim a complementariedade de seus efeitos conforme o conceito de manejo integrado de pragas.

A Circular Técnica está disponível na íntegra no endereço http://ipef.br/publicacoes/ctecnica/

Fonte: IPEF

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