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Na contramão do mercado interno, setor de papel e celulose soma resultados positivos

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Na contramão do mercado interno, setor de papel e celulose soma resultados positivos

Celulose e papel16/10/2015 – Enquanto a maioria dos segmentos da economia reclama da crise, o setor de papel e celulose vem surfando uma onda de crescimento poucas vezes vista. A conjunção de fatores como o dólar e a demanda em alta e baixa concorrência internacional vem caindo como uma luva para um segmento que hoje exporta 93% de sua produção.

Para Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), o cenário só não é perfeito porque o setor vem operando há anos com o dólar baixo, e portanto, ainda está recuperando as perdas passadas. “O período de dólar baixo foi ruim, por isso precisamos de longevidade deste cenário para nos recuperarmos”, afirma.

A Ibá é a associação responsável pela representação institucional da cadeia produtiva de árvores plantadas, do campo à indústria, junto a seus principais público de interesse. A associação representa 61 empresas e nove entidades estaduais de produtos originários do cultivo de árvores plantadas – com destaque para painéis de madeira, pisos laminados, celulose, papel, florestas energéticas e biomassa –, além de produtores independentes e investidores financeiros.

Somando a alta do dólar, o diferencial do setor está no fato de que, ao contrário de outras commodities, os produtos derivados de papel e celulose não estão com os preços em queda. A demanda cresce na Europa e nos Estados Unidos e o grande vilão de outras áreas, a China, ainda produz basicamente para atender ao mercado interno. Além disso, as crises vividas por estes países alguns anos atrás tiraram de seus mercados cerca de 18 milhões de toneladas de celulose, espaço que vem sendo ocupado por produtores brasileiros.Exportação papel

“Não temos demissões e estamos operando com nossa capacidade máxima”, comemora Carvalhaes. Não por acaso, hoje o setor é responsável por gerar cerca de 4,23 milhões de empregos de forma direta e indireta e por 5,5% do PIB industrial do Brasil.

Planejamento de longo prazo

Ocupando hoje 7,7 milhões de hectares, ou 0,9% do território nacional, o segmento de florestas plantadas foi o responsável direto pela geração de R$ 10,23 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais de 2014, o que corresponde a 0,8% da arrecadação nacional. Em relação a 2013, os tributos pagos pelo setor aumentaram 9,2%.

Carvalhaes lembra que uma árvore leva seis anos para poder ser extraída e que o setor está colhendo agora os resultados de investimentos planejados há algum tempo. E o ritmo deve se manter. “Se somarmos os projetos de investimento das empresas associadas, em andamento e previstos, que visam ao aumento dos plantios, ampliação de fábricas e novas unidades, teremos algo em torno de R$ 53 bilhões de 2014 até 2020”, revela.

Os números que envolvem o setor não param de mostra o bom momento. As vendas de papel somaram 2,6 milhões de toneladas (4,9% inferior em relação ao mesmo período de 2014). A receita de exportações de celulose, painéis de madeira e papel, por sua vez, totalizou US$ 3,6 bilhões nos primeiros seis meses de 2015 e manteve o mesmo patamar em relação ao primeiro semestre do ano passado.

O ponto negativo fica por conta do mercado interno, que precisa se recuperar. “Estamos na canoa dos ajustes ficais e aguardando os impactos da desoneração, mas é certo que teremos que lidar com alguns cenários negativos”, diz Carvalhaes.

Fonte: Revista Empresas Mais / Adaptado por CeluloseOnline

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