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Especial: Mercado – Walter Lídio Nunes – Uma oportunidade de desenvolvimento

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Especial: Mercado – Walter Lídio Nunes – Uma oportunidade de desenvolvimento

08/02/2016 – O Brasil clama por uma solução política que nos leve ao desenvolvimento sustentável. Os problemas de infraestrutura podem ser sanados por meio de concessões que, ao mesmo tempo, geram empregos. Mas urge um rigoroso ajuste fiscal e iniciativas empreendedoras de capitais nacionais e internacionais, uma vez que nossa poupança interna é insuficiente para alavancar o desenvolvimento.

No entanto, um parecer da Advocacia Geral da União que proíbe a compra de terras por empresas brasileiras de capital estrangeiro limita investimentos, apresentando justificativas como lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e da prostituição, venda ilegal de terras públicas, grilagem, biopirataria, especulação imobiliária, uso de “laranjas”, ampliação da produção de etanol e biodiesel, entre outras. As razões alegadas, porém, estão plenamente cobertas e podem ser punidas pela legislação já existente, não sendo preciso inibir, com mais esta restrição, uma carteira imediata de investimentos de mais de R$ 70 bilhões.

O Congresso discute a revisão do parecer. Entendemos que existem alternativas para atrair o desenvolvimento às regiões menos favorecidas, tirando partido deste ativo estratégico que é a base fundiária. Uma delas seria possibilitar a implantação de projetos de empresas brasileiras de capital estrangeiro condicionando-as ao adensamento da cadeia econômica que utiliza matéria-prima nacional. Os projetos poderiam ser avaliados por um “conselho de terras” formado por vários ministérios e orientado por atividades econômicas de interesse do país, atendendo ao planejamento nacional. Tal medida fomentaria várias cadeias econômicas, como celulose e papel, etanol, produtos de biorrefinarias, etc.

Mais do que novas proibições, o Brasil precisa estabelecer regramentos que nos levem ao desenvolvimento e ao crescimento sustentável.

*Walter Lídio Nunes é Presidente da Celulose Riograndense

O artigo foi publicado inicialmente na revista Zero Hora

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