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Klabin não cogita diminuir produção de celulose ano que vem

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Klabin não cogita diminuir produção de celulose ano que vem

10/11/2016 – A Klabin não pretende diminuir a sua produção de celulose no ano que vem, afirmou o diretor-presidente da companhia, Fábio Schvartsman. “Seria ilógico se nós trabalhássemos abaixo da capacidade máxima, só levaria a aumento de custo”, comentou o presidente.

Anteontem, o presidente da Suzano, Walter Schalka, afirmou que a companhia poderia reduzir produção em 2017 para tentar aliviar os custos e a pressão no valor da celulose. “A sugestão é interessante, mas não foi direcionada a uma empresa como a Klabin, pois pretendemos ter volumes crescentes de vendas de celulose nos próximos trimestres”, informou Schvartsman.

Klabin O Papel 3

A compra de uma possível máquina de papel-cartão para embalagens pela Klabin vai depender da melhora nas condições externas, uma vez que a sua produção seria voltada para fora, afirmou o Schvartsman. “A atratividade [pela máquina] continua intacta, só não está definida quando a compra será feita”, disse.

Segundo Schvartsman, atualmente toda a produção de papel-cartão da Klabin é absorvida pelo mercado interno. A diminuição da alavancagem da companhia também é colocada como meta para a possível compra, o valor aproximado do equipamento é perto de US$ 800 milhões. No terceiro trimestre, a Klabin atingiu alavancagem de 5,1 vezes o ebitda, em junho, esse nível era de 5,2 vezes.

A conjunção de maior demanda por caixas e papéis, o dólar mais fraco e a perspectiva de melhora da economia fez a Klabin se voltar mais par ao mercado interno neste ano. Segundo Schvartsman, a empresa tende a dar maior atenção às demandas internas.

No terceiro trimestre, 56% das vendas da Klabin foram para o mercado interno, no mesmo período do ano passado, a porcentagem estava em 33%. “Há boa demanda do mercado interno por nossas caixas, isso permite escoamento tranqüilo de nossa produção de papel, permitindo que a gente tire a venda de papéis de mercados internacionais”, disse o diretor.

A companhia, que acaba de adquirir duas pequenas empresas no ramo de conversão de caixas de papelão, afirma que a procura pelo produto está “desproporcionalmente grande”. “O mercado doméstico é muito dependente de conversão [de caixas]”, disse Schvartsman.

O executivo explica que a compra da Embalplan no Paraná permite diminuição de custos logísticos, já que, antes, o papel era produzido no Estado e mandado para São Paulo para ser convertido em caixas, para depois voltar aos clientes paranaenses. “Era uma região onde a presença da Klabin era demandada pela clientela”, disse.

A Klabin já domina a tecnologia de fabricação de celulose tipo fluff, material utilizado para produção de fraldas e absorventes, e as vendas tendem a crescer de maneira expressiva a partir do trimestre que vem, afirmou Schvartsman.

Devemos atingir market share significativo no mercado brasileiro de fluff”, afirmou o executivo. De acordo com ele, a unidade Puma tem capacidade para produzir 300 mil toneladas de fluff, tamanho exato da demanda do mercado brasileiro de fluff atualmente. “A Unidade Puma deve atingir mais de 90% de capacidade instalada no próximo trimestre, a estabilidade deve ser atingida em algum momento do começo do ano que vem”, disse.

Fonte: CMA

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