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iLPF – Ronaldo Trecenti – A adoção da ILPF chega a 1,0 milhão de hectares no Brasil

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iLPF – Ronaldo Trecenti – A adoção da ILPF chega a 1,0 milhão de hectares no Brasil

23/11/2016 – A divulgação dos resultados de uma pesquisa elaborada pelo Kleffmann Group, com patrocínio da Rede de Fomento de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e com o acompanhamento técnico da Embrapa Meio Ambiente (SP) causou grande surpresa ao setor agropecuário brasileiro ao apresentar números da área utilizada com os Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Brasil.

Cabe ressaltar que os Sistemas de ILPF são constituídos por quatro modalidades de integração: Integração Lavoura-Pecuária (ILP) ou Sistema Agropastoril; Integração Lavoura-Floresta (ILF) ou Sistema Silviagrícola; Integração Pecuária-Floresta (IPF) ou Sistema Silvipastoril; e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) ou Sistema Agrossilvipastoril.

IPF - Eucalipto com gado de leite

IPF – Eucalipto com gado de leite

O levantamento realizado em todo país demonstrou que a área utilizada com as quatro modalidades de integração abrange um total de 11,5 milhões de hectares. O Mato Grosso do Sul aparece no topo da lista com dois milhões de hectares; em seguida vem o Mato Grosso com 1,5 milhão de hectares; bem próximo aparece o Rio Grande do Sul com 1,4 milhão de hectares; depois vem Minas Gerais com um milhão de hectares; e outros estados com menos de um milhão.

A modalidade de integração predominante é a ILP com cerca de 9,5 milhões de hectares; em seguida aparece a ILPF com aproximadamente um milhão de hectares; depois vem a IPF com 800 mil hectares; e por último a ILF com 230 mil hectares.

Os pecuaristas apresentaram a preocupação de adequar ambientalmente a atividade frente às pressões da sociedade e dos mercados para a redução de impactos ambientais, como o principal fator motivador para a adoção dos Sistemas de ILPF, através da recuperação das pastagens degradadas.

Para os lavouristas o lado econômico fala mais alto, com destaque para o aumento da produtividade e a redução dos riscos climáticos e de mercado.

Segundo Paulo Herrmann, presidente da Rede de Fomento à ILPF, com o sistema ILPF o produtor produz ao longo de todo o ano, melhorando o fluxo de caixa da atividade, além de promover o incremento de propriedades químicas, físicas e biológicas do solo, que conferem capacidade adaptativa aos desafios impostos pela mudança do clima. Para ele os produtores brasileiros são os protagonistas da terceira revolução da agricultura tropical, por meio da adoção dos sistemas integrados de produção. Ele referencia o plantio direto como a primeira revolução ao potencializar o uso da terra, seguido pela segunda safra anual, a “safrinha” e a terceira revolução está em curso com a era da ‘agricultura sem parar’, por meio dos sistemas de ILPF.

Para o Presidente da Embrapa Maurício Lopes, o Brasil chamará cada vez mais a atenção do mundo pelo potencial de intensificação sustentável da sua agricultura, onde produzir de forma mais intensiva se tornou um imperativo frente à necessidade de se ampliar a eficiência de uso dos recursos naturais, especialmente água, solo e biodiversidade, além de possibilitar a geração de serviços ecossistêmicos como a produção de água, o sequestro de carbono, a mitigação do desmatamento, entre outros.

O pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Ladislau Skorupa entende que os números revelados pela pesquisa sinalizam que há um grande espaço para ações de transferência de tecnologia visando elevar a qualidade dos sistemas já implantados, especialmente por meio da disseminação de informações sobre os benefícios proporcionados pela sinergia entre os componentes lavoura, pecuária e floresta.

Para Celso Manzatto, coordenador da Plataforma ABC da Embrapa é fundamental estabelecer um sistema eficiente de monitoramento das áreas implantadas com os sistemas de ILPF proporcionando a troca de experiência entre produtores que já estão em fase mais avançada de adoção com interessados nas tecnologias. Além disso, segundo ele é indispensável avaliar melhor o desempenho dessas tecnologias no que diz respeito ao padrão de emissões de gases de efeito estufa, ou mesmo o incremento da capacidade adaptativa às mudanças climáticas.

O pesquisador Eduardo Assad da Embrapa Informática Agropecuária ressalta os aspectos econômicos obtidos com os Sistemas de ILPF, com destaque para a taxa de ocupação de 1,6 animal/ha, no Programa Novo Campo, em Alta Floresta (MT) e de 1,7 cabeças/ha, no Projeto Roncador no médio Araguaia, em contraponto a taxa de ocupação de 0,75 animal/ha em pastagens degradadas. Segundo ele um estudo da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EESP), Intensificação da Pecuária, seus Impactos no Desmatamento Evitado na Produção de Carne e na Redução de Emissões de GEE conclui que, se todo pecuarista no Brasil adotasse algum tipo de estratégia ILP/ILPF, seria possível adicionar mais 130 milhões de cabeças ao rebanho do País. Ele acredita que a integração produtiva permite aumentar a produção de carne, agregando a possibilidade de certificação internacional, por meio da baixa pegada de carbono e profetiza que em breve, a carne que não for certificada não encontrará acesso nos melhores mercados mundiais.

As informações acima foram extraídas do Jornal Dia de Campo www.diadecampo.com.br, acessado no 07/11/2016

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Ronaldo Trecenti - iLPF
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Ronaldo Trecenti é Consultor ILPF – Vetor Agroambiental – Contatos: [email protected] / Skype: ronaldo.trecenti
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