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Governador confirma fábrica de bio-óleo da Fibria em Aracruz

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Governador confirma fábrica de bio-óleo da Fibria em Aracruz

m seu pronunciamento na solenidade de assinatura da Ordem de Serviço para a revitalização da rodovia ES 010, em Barra do Sahy, na orla de Aracruz, o governador Paulo Hartung disse que em poucos dias a Fibria terá uma grande notícia para Aracruz, se dirigindo ao diretor de Relações com as Comunidades da empresa, Armando Amorim. A FOLHA DO LITORAL conversou com ambos ao final e foi confirmado que se trata da fábrica de bio-óleo em Barra do Riacho, apesar das evasivas e sorrisos de Amorim.

A fala do governador põe fim às dúvidas, e está certo que o município de Aracruz sediará mesmo a fábrica do chamado biodiesel, e não São Paulo ou Mato Grosso do Sul. Paulo Hartung, atendendo solicitação do deputado e presidente da Assembleia, Erick Musso, autorizou a concessão de benefício fiscal na importação de equipamentos e insumos para a empresa. O investimento é de R$ 450 milhões.

Além deste incentivo, o Iema concedeu a Licença de Instalação (LI) para o empreendimento em Barra do Riacho, ao lado da fábrica decelulose da Fibria. A empresa tem 38 projetos em andamento, e o mais importante é o do bio-óleo, usado no aquecimento de caldeiras industriais e no processamento de petróleo para produzir gasolina e diesel. Em 2012, a Fibria pagou US$ 20 milhões para se tornar sócia da Ensyn, empresa americana que detém a tecnologia para a fabricação de bio-óleo.

Em 2014, a companhia brasileira fez um aporte de US$ 10 milhões e, no ano passado, colocou mais US$ 5 milhões na operação. Isso fez com que a Fibria se tornasse dona de 12,6% da Ensyn, que tem entre seus sócios a petrolífera Chevron e o banco Credit Suisse. Mais do que uma posição estratégica no mercado americano, a aquisição garantiu o acesso à tecnologia, tornando a Fibria a detentora exclusiva desse processo de fabricação de bio-óleo no País.

A unidade terá capacidade para produzir 22 milhões de galões por ano, com quase 100% da produção exportada para os Estados Unidos, mercado ávido por esse tipo de combustível renovável. O governo americano tem uma política de incentivo a combustíveis renováveis, o Renewable Fuels Standard Program (RFS) que, em 2005, entrou em vigência no mercado estabelecendo a substituição de 2,78% da gasolina comercializada por biocombustíveis.

Os executivos da Fibria enxergam uma oportunidade única nesse negócio porque, além de criar novas receitas, eles também aproveitam todas as sinergias. Cerca de 70% da madeira usada no processo de fabricação da celulose pode ser aproveitada naprodução de bio-óleo. O que isso significa? Com a mesma madeira usada para fazer 100 mil toneladas de celulose, a empresa consegue produzir cerca de 30 milhões de galões de 3,78 litros de bio-óleo.

A exportação também é uma questão tratada com naturalidade dentro da empresa. Afinal, a Fibria opera em mais de 60 portos ao redor do mundo e 90% de sua produção de 5,3 milhões de toneladas de celulose é vendida para o exterior. Outro ponto fundamental no processo de fabricação do bio-óleo é a produtividade de seus 568 mil hectares de eucaliptos. Enquanto na Europa o ciclo doeucalipto é de 40 anos, por aqui é de seis anos. Mais: na década de 70, extraía-se seis toneladas por hectare e hoje, devido a vultosos investimentos em melhoramento genético, já se consegue 10,9 toneladas por hectare.

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2Comentários
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  • Fabio Rui
    junho 27, 2017 at 10:22

    Muito boa essa iniciativa, com esse investimento teremos novas oportunidades de emprego para quem precisa.

  • Francisco maximizamos dantas
    junho 27, 2017 at 10:52

    O município vai gerar mais emprego isso e muito bom parabéns fibria pelo empreendimento.

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