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Especial: A Madeira Chilena – Jorge Serón Ferré – Desafios do setor florestal

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Especial: A Madeira Chilena – Jorge Serón Ferré – Desafios do setor florestal

16/03/2017 – Por quase 30 anos o nosso foco era crescer como um setor produtivo, colocar-nos nos mais importantes mercados internacionais e se destacar como um concorrente de classe mundial. Nós nos concentramos no reforço das capacidades técnicas e de geração de emprego e, nesse sentido, é que nos movemos solidamente atingindo uma quota de 2,7% do PIB, com uma contribuição de 8% das exportações totais. Ou seja, somos um player importante no mercado global.

No entanto, percebemos que esse foco não é mais suficiente e que, para garantir a sustentabilidade do setor florestal, é essencial alcançarmos um equilíbrio entre a gestão ambiental, social e econômica.

Confrontados com a consciência do impacto econômico que a atividade tem para além da quantidade de moeda estrangeira e empregos gerados, é necessário ter uma “licença social e ambiental” que permite o desenvolvimento da sociedade atividade econômica.

O setor florestal chileno assumiu uma grande responsabilidade neste novo desafio de garantir a sustentabilidade de suas operações, o que, em essência, sempre olha para o longo prazo.

Em questões ambientais, estamos comprometidos com a gestão sustentável das florestas, avançando a cada dia para manter as operações sob os mais altos padrões de qualidade e preservação ambiental. Promover a conservação de áreas de grande valor ambiental, aplicada zonas dos cursos de água de investigação e proteção.

Este ano também iniciamos um trabalho forte com os nossos vizinhos para ajudar a resolver os problemas da comunidade que causam grande dor, como a falta de água, o risco de incêndios florestais e o estado da rede de estradas rurais. Nosso objetivo é construir um país melhor para nossos filhos e netos e para isso, o papel desempenhado por nossas comunidades com o desenvolvimento desta atividade produtiva é fundamental.

Sobre a questão da água, estamos apoiando os moradores de diferentes bairros para fazer o uso eficiente dos recursos hídricos através de boas práticas. Implementamos um programa de treinamento de monitores de colheita de chuvas e conservação da água e do solo, que assinaram acordos com a Associação de Municípios da Região Biobio para a conservação de estradas secundárias e implementamos um plano de trabalho para reduzir o risco de propagação de incêndio floresta na área de interface de rural-urbana.

Com este trabalho, podemos dizer com orgulho que os dois temas têm crescido. Comunidades estão começando a mudar a sua percepção da silvicultura e da floresta, principalmente as empresas constituintes tem entendido que a sua influência vai muito além dos limites do gabinete ou instalações em que trabalham.

Nós somos capazes de melhorar a comunicação, criar intimidade, criar valor e, mais importante, compreender e ser parte das motivações da comunidade. Nós acreditamos que é o caminho certo para o trabalho.

*Jorge Serón Ferré é presidente CORMA base Biobio.

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