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Especial: Logística Empresarial – Domingo Martin – Sistemas de Gerenciamento de Frotas: uma tendência ou um bem necessário?

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Especial: Logística Empresarial – Domingo Martin – Sistemas de Gerenciamento de Frotas: uma tendência ou um bem necessário?

26/03/2016 – Para a cadeia produtiva da celulose, o sistema de transporte é, sem dúvida, um elemento chave de sucesso. Disponibilizar os recursos de transporte necessários para prover o deslocamento da matéria-prima até os centros de transformação e o subsequente envio do produto transformado aos centros consumidores tem seu sucesso dependente de um excelente sistema de transporte, independentemente do uso do modal (rodoviário, ferroviário ou hidroviário) para o transporte de toras ou mesmo celulose.

Para que esta engrenagem, de suma importância, esteja sempre em pleno funcionamento produtivo, mostra-se cada dia mais necessário uso de recursos tecnológicos que possibilitem o planejamento, acompanhamento e controle a todo o tempo. Este papel cada dia mais vem sendo desempenhado por sistemas especialistas logísticos, como os sistemas de gerenciamento de transporte – conhecido no mercado pela Sigla T.M.S (Transportation Management System).

Com o atual avanço tecnológico destas ferramentas é possível hoje realizar a integração de todo o processo produtivo, permitindo assim que se saiba quase em tempo real tudo o que está ocorrendo no fluxo logístico – da área de colheita até o consumidor final.

Porém, para que estes benefícios possam ser alcançados, as empresas do setor devem estar preparadas para prover e analisar os dados e informações gerados, para que haja uma assertiva tomada de decisão, possibilitando assim extrair o máximo da capacidade analítica disponibilizada por um sistema de gerenciamento de transporte (TMS).

Cabe aqui ressaltar que, sem sombra de dúvidas, os sistemas especialistas no gerenciamento e controle de frotas necessitam atender a todas as demandas pretendidas no setor de celulose, extrapolando o binômio do controle de manutenção e gerenciamento de custo da frota utilizada, visto que a cada dia surgem novas demandas a serem atendidas, seja para o controle operacional diário ou mesmo para o atendimento das leis e diretrizes impostas ao setor de transporte – como por exemplo a Lei do descanso, Lei 12.619/12, que vem ao encontro de regulamentar a jornada de trabalho dos motoristas de cargas dentro de todo o território nacional.

O mercado de softwares provê atualmente um grande número de produtos para atender aos modais de transporte dentro de qualquer setor ou segmento, seja apenas para o controle operacional ou mesmo para atendimento de todos os enfoques gerenciais (estratégicos, táticos e operacionais), cabendo aí mais um desafio para os setores de tecnologia da informação das empresas do segmento de celulose: é um ponto de alta criticidade analisar e escolher uma solução de TMS que possa atender, plena e satisfatoriamente, todos os pontos críticos existentes no processo de gerenciamento que se é exigido pelo modal de transporte no setor.

Independente da ferramenta adotada pela empresa para o gerenciamento do transporte, é importante enfatizar que prerrogativas como manutenção do abastecimento das linhas produtivas, assertividade no dimensionamento da frota para escoamento, redução do volume de material movimentado em pátio interno, devem ser pontos essenciais de monitoramento por parte de uma das funcionalidades que o sistema TMS, a ser adotado, deve apoiar. Portanto, mais do que nunca, um bom processo de avaliação e seleção de sistemas logísticos auxilia consideravelmente no momento de escolha do TMS ideal para a empresa.

Dentro do cenário econômico brasileiro, os sistemas TMS que apresentarem flexibilidade de recursos como planejamento de roteiros eficazes (contemplando restrições de terreno e até mesmo climáticas), alinhamento de demanda, capacidade produtiva da frota, gerenciamento de gargalos e ociosidades e a integração com outros sistemas especialistas voltadas ao atendimento do escoamento da matéria prima ou mesmo do produto acabado, estarão um passo à frente do mercado, para pleno atendimento das expectativas e necessidades que o segmento possui e exige.

*Domingo Martin é Especialista em Logística Empresarial, professor do MBA Executivo em Logística de Produção e Distribuição do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG), ipog.edu.br

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