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Elizabeth de Carvalhaes assume conselho internacional das indústrias florestais. Fato é inédito para o hemisfério sul

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Elizabeth de Carvalhaes assume conselho internacional das indústrias florestais. Fato é inédito para o hemisfério sul

Elizabeth de Carvalhaes07/05/2015 – No último dia 5 a presidente da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), Elizabeth de Carvalhaes, assumirá a liderança do ICFPA (Conselho Internacional das Associações de Papel e Floresta), conselho mundial que reúne as associações representantes da indústria florestal. A cerimônia de posse acontece em Washington, nos Estados Unidos.

Esta será a primeira vez que alguém do hemisfério sul chega a esse posto. Em entrevista para a Época, Elizabeth, disse que agora a frente do novo cargo, sua prioridade será criar um equilíbrio maior entre os objetivos do hemisfério norte e do Cone Sul. Nos países do norte, as prioridades serão outras.

“Eles fazem papel e celulose a partir de florestas nativas. No Brasil, é tudo plantado. Nós somos diferentes e superiores. O fato de não usarmos árvores naturais é uma vantagem para nós. O Brasil é proprietário dos melhores clones do mundo”, conta.

Elizabeth afirma que os maiores investimentos em engenharia genética arbórea são feitos no Brasil, pelo amplo espaço para crescer no melhoramento genético de clonagem. As florestas plantadas são as que mais crescem em certificação no mundo.

“Um dos desafios atuais é aumentar a certificação dos fomentados. São pequenos agricultores que plantam na propriedade deles, e vendem a madeira para a produção de papel ou celulose. Estamos falando de 25 a 30 mil famílias de pequenos produtores, que têm essa renda. Isso tudo ocorre sem prejuízo das florestas nativas. O Brasil é o maior produtor de celulose de fibras curtas”, explica a presidente da Ibá.

Elizabeth de CarvalhaesO Brasil é o maior produtor mundial de celulose de eucalipto. O sucesso brasileiro é uma mistura de investimentos em tecnologia e condições naturais. Um hectare de floresta plantada produz no máximo 10 m³ de madeira por ano na Europa. No Chile, chega a 18 m³. O Brasil faz 50 m³.

O negócio cresce quase tão rápido quando as próprias árvores. A área de florestas plantadas vem se expandindo continuamente. Para atender às exigências ambientais do país e agradar o público externo, as empresas adotaram práticas diferentes de outras culturas agrícolas. As grandes produtoras de papel e celulose recuperam e preservam mata nativa (de cerrado ou mata atlântica) junto com suas plantações. Foi a volta por cima de um setor que em 2004 não dava conta da demanda.

“O eucalipto que se planta hoje é diferente do que se cultivava há 20 anos. As raízes são diferentes. O consumo de água menor. Precisamos comunicar isso ao público. Temos que informar que não é exatamente uma floresta como a nativa. É uma forma de agricultura. Plantamos árvores como outros plantam soja ou café. A prática envolve inovação genética como outras culturas”, explica Elizabeth.

Fonte: Época / Adaptado por CeluloseOnline

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