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Drones e Vants: A tecnologia

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Drones e Vants: A tecnologia

15/11/2016 – Denis Pretto, gerente geral da Eficiente Soluções Florestais, explica que cada tecnologia tem melhor desempenho dependendo da função em que está sendo utilizado. “Os multirotores são excelentes para filmagens, em função da estabilidade de voo e possibilidade de aproximação do alvo, mantendo-se estacionário. Os de asa fixa são mais indicados para cartografia e diagnósticos com multisensores, tanto pela qualidade de imagem obtida quanto pela alta escala produtiva”, esclarece.

De acordo com Marcelo Ambrogi, sócio–diretor da IMA Florestal, na aplicação florestal, o tempo de voo de um drone pode chegar a uma hora, dependendo do equipamento. Ele conta que, atualmente, existe uma série de equipamentos em utilização, a maioria importados e no formato de vespas, outros em formatos de pequenos aviões, rotores de até oito motores e, recentemente, estão sendo desenvolvidos equipamentos no formato de helicópteros para operações específicas.

Drones e Vants 6“Estes são destinados para produzir informações de interesse para o gerenciamento florestal ou patrimonial. Devem ter capacidade de obter imagens de qualidade requerida, o que é obtido de acordo com a resolução do equipamento ótico, os processos de manutenção da estabilidade do voo, a altitude da obtenção das fotos e a um planejamento de voo que permita realizar o mosaico inicial de imagens”, explica. Os drones profissionais que possuem câmera embarcada permitem a captura de diversas imagens de posições diferentes permitindo, além do imageamento da área, obter uma modelagem 3D da superfície terrestre, importante para mapeamento, cartografia e analises do uso do solo.

O gerente geral da Eficiente Soluções Florestais conta que o uso desta tecnologia é relativamente novo no Brasil, quando comparado a outros países. “Neste sentido existe um grande potencial de crescimento, uma vez que nosso país é um dos maiores e mais importantes produtores mundiais de florestas plantadas”, explica.

De acordo com Marcelo Ambrogi, existem grandes empresas utilizando drones em escala operacional, outras apenas em desenvolvimento e pesquisa, mas a grande maioria ainda não utiliza esta tecnologia. “O que se percebe é alguns prestadores de serviços trabalhando com estes equipamentos, principalmente na captura de fotografias e no processamento inicial das imagens”, acrescenta.

Para ele, houve um movimento maior neste sentido há alguns anos e uma certa estabilidade, recentemente. “A legislação para o uso civil dos equipamentos e novos modelos de comercialização que estão sendo desenvolvidos irão proporcionar um novo movimento de crescimento, diversificação de uso e acesso a um maior grupo de usuários”, acredita.

Leia todas as matérias da série “Drones e Vants”.

Fonte: Revista B. Forest / Edição 18

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