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Crise hídrica: Reuso de efluentes aparece como alternativa

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Crise hídrica: Reuso de efluentes aparece como alternativa

08/09/2015 – Utilizado há bastante tempo no setor industrial, o reuso de efluentes ainda não foi adotado pelas cidades como uma alternativa direta à crise hídrica. Atualmente, a água utilizada nas metrópoles vem de bacias localizadas em outros municípios.

Para chegar corretamente até o local de destino, é necessário fazer a reversão da bacia, ou seja, realizar bombeamentos muito distantes que prejudicam o meio ambiente, já que o ciclo ecológico é alterado para poder abastecer determinada região. Além disso, outra consequência da reversão é a escassez de água para a irrigação de plantações, fato que ocorre no interior paulista, por exemplo.

crise hídricaEspecialista em reuso hídrico e diretor geral do Portal Tratamento de Água, Eduardo Pacheco, acredita que metrópoles brasileiras devem preparar projetos a longo prazo para a implantação de sistemas de reuso. “A melhor solução para a economia de água e boa gestão de recursos hídricos é o reuso de efluentes que são gerados nas próprias cidades”, comenta.

A alternativa é defendida por Pacheco, principalmente para os grandes centros urbanos que estão sofrendo com a crise hídrica, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. “Com o tratamento de esgotos, por exemplo, a água tratada poderá voltar aos mananciais que abastecem os municípios. O reuso é fundamental”, diz o especialista.

“Esse tipo de opção só é pensada em um momento de crise e esgotamento das fontes tradicionais. Implantar sistemas de reuso é algo para ser feito a longo prazo. Um projeto deste porte deve prever que existem bacias hidrográficas que comportam seis a oito cidades cada uma, por isso também é importante um estudo aprofundado”, ressalta Pacheco.

O reuso direto de efluentes para a população de grandes centros urbanos foi uma das alternativas encontradas por países como Estados Unidos, Austrália, Reino Unido e Arábia Saudita para se precaverem contra crises hídricas e longos períodos sem chuva. “Aqui no país, um dos centros referência em reuso é a ETE Capivari 2, empresa responsável pelo abastecimento de água potável em Campinas. A utilização para fins potáveis já é estudada, porém é necessária uma legislação específica para poder iniciar a implantação”, pontua Pacheco.

Fonte: Portal Segs / Adaptado por CeluloseOnline

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