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“Continuaremos investindo para crescer cada vez mais”, afirmou o presidente da uma líder de mercado no setor de tissue

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“Continuaremos investindo para crescer cada vez mais”, afirmou o presidente da uma líder de mercado no setor de tissue

10/08/2016 – Seja pelo crescimento populacional ou pelas mudanças de hábitos mundial, a produção de tissue é uma crescente que vai na contramão do pessimismo do mercado de papel. Afinal, o setor só cresce e mantém ainda boas expectativas futuras.

Essa semana, entrevistamos João Ferreira Dias Filho, presidente da Sepac (Serrados e Pasta de Celulose), empresa paranaense líder de mercado no setor de tissue e detentora das marcas de papel higiênico Duetto e Paloma.

Confira o que ele falou:

João Ferreira Dias Filho - Sepac

CeluloseOnline – Os brasileiros utilizam por ano quase 5,5 quilos de papéis sanitários. Na América do Sul, ficamos atrás de Chile, México e Argentina. Já na Europa, Suécia e Alemanha são os maiores consumidores. Comparados à esses mercados, como a Sepac vê a demanda de papéis sanitários pelos brasileiras, há uma expectativa de crescimento de consumo?

João Ferreira Dias Filho – Sim, o mercado nacional tem muito a crescer. Porém vemos, nas regiões mais populosas e com baixo poder aquisitivo, uma demanda acentuada para os papéis simples, sejam os higiênicos de folha única como também para as toalhas com valores mais acessíveis à grande parte da população. No caso das toalhas de mão, o consumo também mostra crescimento para o uso em bares, restaurantes, hotéis e consultórios de uma forma geral.

CeluloseOnline – As vendas de tissue apresentaram crescimento de 146% no mercado nacional entre os anos 2000 e 2014, com destaque para os mercados do norte e nordeste. Qual a relação da Sepac com essas regiões?

João Ferreira Dias Filho – Estamos há diversos anos expandindo nossas fronteiras comerciais e já estamos dentro destes mercados no Norte, Nordeste e Centro Oeste. Ainda observamos um ticket médio menor quando comparado ao que se apresenta no Sul, mas os produtos mais simples estão tendo uma saída muito boa. Nos estruturamos na indústria e, comercialmente, para aumentar nossa produção para poder avançar para as regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste e também de forma mais agressiva na região Sudeste, e temos obtido bons resultados.

CeluloseOnline – E como a Sepac vê a mudança de hábito ou mesmo a mudança de estruturas dos papéis nesses 14 anos?

João Ferreira Dias Filho – Com a melhoria de máquinas e equipamentos complementares, na Sepac tivemos uma maior produção de folha dupla e, com isso, observamos essa evolução no mercado que temos hoje, embora essa movimentação tenha se estabilizado atualmente. Já no mercado em geral, temos observado até uma leve migração reversa de parte do público que estava utilizando folha dupla para o folha simples.

CeluloseOnline – Uma pesquisa afirma que o mercado de tissue deve atrair R$ 1 bilhão em investimentos até 2020. Como a Sepac tem trabalhado com as novas tecnologias na fabricação de papéis?

João Ferreira Dias Filho – Acredito que o mercado tissue deve atrair grandes investimentos até 2020, porém não neste volume mencionado, pois não existiria mercado consumidor para tanto.

Na Sepac estamos sempre atentos às novidades e continuamos executando nosso planejamento estratégico e realizando investimentos importantes para continuarmos crescendo em volume e também em qualidade.

João Ferreira Dias Filho, Presidente da Sepac - Foto: Marcelo Elias / Divulgação

João Ferreira Dias Filho, Presidente da Sepac – Foto: Marcelo Elias / Divulgação

CeluloseOnline – O recente anúncio de investimento da Sepac – de R$ 20 milhões – é para a aquisição de um novo equipamento para melhorar a linha de papéis. Essa ação é resultado de uma mudança de mercado?

João Ferreira Dias Filho – Retomando e reforçando a resposta anterior, estamos sempre atentos para às novidades e buscando sempre a melhor qualidade aos nossos clientes. Este investimento de R$ 20 milhões foi realizado em uma máquina de rebobinamento “Constalattion”, em uma linha de conversão, equipamento que proporciona folhas mais estruturadas e, consequentemente, mais maciez ao toque.

CeluloseOnline – A Sepac evidencia a venda para alguma classe, seja A, B ou C?

João Ferreira Dias Filho – Estamos focados a atender a todos, por isso temos marcas diferentes, como, por exemplo, Duetto para os papéis folha dupla e o Paloma para os de folha simples. Todos de qualidade, mas direcionados ao que os diferentes públicos procuram, aliando sempre qualidade versus preço.

CeluloseOnline – Na visão da Sepac, essa transição de governos (e partidos) influencia a produção e o consumo de papéis sanitários? De que forma?

João Ferreira Dias Filho – Momentos como o qual vivemos hoje trazem preocupação a todos os mercados, mas nós continuamos investindo, até aumentamos nossa produção e metas de vendas, pois temos um lema: enquanto alguns reclamam, nós trabalhamos e crescemos!

CeluloseOnline – Quais têm sidos os principais entraves do setor de tissue? A logística e o transporte têm sido pontos importantes?

João Ferreira Dias Filho – Temos um processo logístico bem estruturado que nos possibilita atuar com viabilidade nas diversas regiões do País.

CeluloseOnline – Quais as projeções da Sepac para 2016 e o futuro?

João Ferreira Dias Filho – Continuaremos investindo para crescer cada vez mais.

CeluloseOnline

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