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Com estratégia, Metalgráfica Iguaçu busca elevar valor de face de suas ações

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Com estratégia, Metalgráfica Iguaçu busca elevar valor de face de suas ações

Passando por duas crises internas e uma internacional que quase acabaram com a empresa em 15 anos, a fabricante de embalagens Metalgráfica Iguaçu anunciou que pretende elevar o valor de face de suas ações.

30/03/2015 – Na onda de grupamentos de “small caps”, a Metalgráfica Iguaçu comunicou ao mercado que fará assembleia com acionistas no dia 29 de abril para aprovar um grupamento de ações na proporção de 50 para um. Com um papel atualmente cotado a R$ 0,06, ele passaria a valer R$ 3,00. Se na teoria o preço da ação fica mais atrativo ao mercado, na prática é que esses anúncios normalmente não são boa notícia nem para a empresa e muito menos para seus acionistas.

Metalgráfica Iguaçu

Um caso recente que provou ser uma verdadeira “cilada” foi o dos grupamentos da JB Duarte. A fabricante de bambu e eucaliptos agrupou suas ações ordinárias e preferenciais no dia 15 de dezembro, na razão de 100 para um, tirando as cotações de ambas da incômoda região abaixo de R$ 0,10. No entanto, no pregão seguinte, as ações da companhia despencaram por volta de 50%. De lá para cá, a desvalorização chega a 41,6%.

Grupamentos de ações

Em uma resposta à “ameaça” da BM&FBovespa de banir ações que valem menos de R$ 1,00 na Bolsa, muitas “penny stocks” têm anunciado grupamentos de ações. O objetivo é aumentar o valor de face de cada papel através da diminuição da quantidade de ativos negociados na BM&FBovespa.

A operação, em um primeiro momento, é vista como positiva, pois dá maior liquidez para ativos que eram negociados próximos de R$ 0,01. No entanto, os grupamentos têm aberto espaço para que aquelas ações que não tinham mais como cair simplesmente voltassem a despencar.

No caso específico da Metalgráfica Iguaçu, o preço da ação já caiu 85% desde a metade de 2008, quando cada papel custava R$ 0,40. Em seu último resultado, no terceiro trimestre do ano passado, a empresa reportou um lucro líquido de R$ 1,5 milhão. Apesar disso, no acumulado de 2014, a companhia obteve prejuízo líquido de R$ 19,3 milhões.

A receita líquida anual da “small cap”, como consequência, caiu de R$ 92 milhões em 2010 para R$ 51 milhões em 2013. Mesmo atingindo o fundo do poço, a empresa de Ponta Grossa (PR) não desistiu e se reinventou novamente até ver o seu faturamento crescer 66%.

Fonte: Amanhã / Adaptado por CeluloseOnline

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