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Brasil está no topo do ranking de produtividade florestal, afirma Elizabeth de Carvalhaes

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Brasil está no topo do ranking de produtividade florestal, afirma Elizabeth de Carvalhaes

Florestal03/09/2015 – Durante um debate realizado pelas CRA (Comissões de Agricultura e Reforma Agrária) e de CMA (Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle), a presidente da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), Elizabeth de Carvalhaes, afirmou que investimentos em biotecnologia e engenharia genética para o cultivo de árvores colocaram o Brasil no topo do ranking de produtividade florestal.

A área de florestas plantadas no Brasil está perto de oito milhões de hectares e a transformação de eucalipto e pinus, principalmente, em papel, celulose, carvão vegetal e painéis de madeira gerou uma receita bruta de R$ 60 bilhões em 2014. Ao lado do resultado econômico do setor, também sua organização, avanço tecnológico e potencial no confisco de gases de efeito estufa.

Segundo Elizabeth, a produtividade brasileira é de 40 metros cúbicos de madeira por hectare/ano, distante do segundo colocado, o Chile, com 17 metros cúbicos por hectare/ano. Nos Estados Unidos, a produtividade é de dez metros cúbicos por hectare/ano e na Europa, sete metros cúbicos por hectare/ano.

“Não temos concorrente no planeta. O Brasil é o país mais capacitado do mundo para oferecer produto de madeira ao mercado mundial. Oferecemos madeira três vezes mais rápido que o segundo colocado”, frisou a executiva.

O senador Waldemir Moka (PMDB-MS), um dos autores do requerimento para realização do debate, destacou ainda a contribuição do setor na promoção de medidas de mitigação dos impactos das mudanças climáticas e na recuperação de áreas degradadas.Elizabeth de Carvalhaes

Conforme dados citados pela presidente do IBÁ, as florestas plantadas estocam hoje 1,6 bilhão de toneladas e retiram anualmente da atmosfera 130 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), com a reposição das árvores cortadas.

Elizabeth assegurou que o plantio comercial de árvores é feito em áreas já abertas, havendo ainda o compromisso de recomposição de matas nativas. “Para cada hectare plantado, as empresas recuperam 0,7 hectare. O Brasil possui 7,7 milhões de hectares de florestas plantadas e quase seis milhões de hectares de recuperação de florestas naturais em áreas degradadas. Se um dos compromissos do Brasil é combater o desmatamento, a indústria do setor faz isso”, afirmou.

Ela explicou que há um esforço do setor em certificar internacionalmente toda a área de floresta plantada, para que se possa utilizar o potencial da certificação na valorização dos produtos.

Contam para a certificação aspectos como aproveitamento de áreas já abertas, recuperação de terras degradadas, integração com matas nativas, associação com produção agrícola e, principalmente, a origem legal da madeira.

“Na China, na Europa, nos Estados Unidos, o medo do comprador é de estar comprando um produto proveniente de madeira ilegal”, disse, ao observar o impacto que pode gerar a notícia de que o produto de uma grande empresa seja embalado por papel fabricado com madeira ilegal.

Além dos produtos convencionais derivados da madeira, ela citou exemplos de novos mercados, como o de fibras vegetais utilizadas na fabricação de aeronaves, em substituição ao alumínio, e de celulose fluff, utilizada na fabricação de fraldas para bebês.

Fonte: Painel Florestal / Adaptado por CeluloseOnline

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