29/12/2011 – O nosso bate-papo virtual de final de ano poderia ser sobre Código Florestal, sobre redes sociais, sobre tributos, sobre crise europeia. Mas pensei melhor e resolvi falar do tempo que passa, e da experiência que vamos acumulando.
Pra falar a verdade, estou na quarta ou quinta linha deste texto e não sei direito o que vou ter escrito quando chegar ao final.
Mas, vejam só: é mais ou menos o que acontece com o tempo. Estamos, cada um de nós, numa determinada altura de nossas vidas, de nossa experiência profissional, de nosso caminho e também não sabemos direito qual será o desfecho de nosso tempo.
Se formos refletir com alguma profundidade, vamos perceber que o futuro não existe. Ele é apenas uma ¨cenoura¨ que colocamos à frente dos nossos coelhos que correm pela vida afora. A ¨cenoura¨ faz o coelho correr em busca de um objetivo. E o tempo nos conduz à perspectiva de um futuro, de um sonho, da realização de uma meta.
O detalhe é que no instante em que o futuro chega já não é mais futuro.
É presente. Tão presente, tão intenso, que nem mesmo permite, na maioria das vezes, dar tempo para que pensemos no futuro.
E assim vamos construindo a nossa trajetória pessoal, familiar, profissional e, num belo dia, quando se acorda, se vê que uma vida inteira passou, geramos frutos, crescemos. Outros diminuíram, até ficaram melhores.
O melhor de tudo isso é que aprendemos, com o passar do tempo, a ler na entrelinhas, a decifrar o que poucos estão vendo, a encontrar as verdadeiras intenções por trás das ações. O engraçado é que alguns ficam cegos com o
passar do tempo. Mas outros enxergam mais.
Quando coisas assim começam a ficar claras para quem olha, é sinal que o tempo já se passou, que estejamos chegando ao caminho que vai nos levar para o alto da colina. E, lá de cima, é possível ver tudo, ou quase tudo que a vista ainda permitir alcançar.
Lá pelos idos dos anos 80 uma música de Renato Russo dizia ¨temos todo tempo do mundo¨. A música se chama ¨Tempo Perdido¨ e podia ser cantada pela juventude que ainda buscava um lugar ao sol, que tentava vencer a inflação, que tentava eleger presidentes, ter liberdade de expressão. Os jovens de hoje continuam cantando a mesma canção, mesmo depois de tanto tempo.
O tempo cuidou de resolver tudo isso. E foi nos mostrando novas caras e novos feitos destas novas caras. Alguns nobres, outros feitos pobres, que foram moldando o novo tempo.
E o tempo, tempo, tempo vai sempre se fazendo presente, consumindo o futuro no exato instante que ele chega.
Chegamos a um ponto do texto que seria futuro quando começamos a escrevê-lo, mas que vai se tornando presente a cada letra que pressionamos no teclado do computador. E eu, que tempos atrás, no início da minha jornada profissional, escrevia no teclado de uma máquina de escrever, hoje navego pelas redes sociais, começando a abandonar a comunicação por e-mail para encontrar outras formas de contato com as pessoas.
Coisas que o tempo faz.
O tempo passou e chegamos até aqui, no futuro (ou presente) do final do texto.
Daqui alguns dias 2012 vai ser o presente. E, à medida que formos vivendo cada dia do novo ano, ele irá ficando pra trás até que, daqui a doze meses, estaremos todos, novamente, sonhando com um novo tempo. Nesse novo tempo tudo será melhor. Mudaremos as coisas de lugar e escreveremos uma nova história.
Temos tempo pra isso!
Feliz 2012! Um ano de um novo tempo!

Que em 2012 consigamos colocar nossas “cenouras” ainda mais longe e possamos, com muita vontade e dedicação, buscar os nossos maiores objetivos.
Parabéns pelo belo texto!
Abraço.
Tomara Klaus.
Grande abraço!