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	<title>Portal CeluloseOnline - Informações e Negócios do Mundo da Celulose</title>
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	<description>Este é o Blog que você e sua empresa precisam para se informar</description>
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		<title>Educação e seus reflexos na liderança por aprendizado compartilhado e formação de equipes</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 19:02:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentaristas]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Bersou]]></category>

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		<description><![CDATA[11/05/2012 &#8211; De tempos em tempos a questão da liderança e seus desdobramentos voltam a ficar em evidência nos debates entre o que se preocupam com a evolução e competitividade...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_64" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://celuloseonline.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/bersou.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-64" title="Luiz Bersou" src="http://celuloseonline.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/bersou-150x150.jpg" alt="Comentárista CeluloseOnline" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Comentarista CeluloseOnline</p></div>
<p>11/05/2012 &#8211; De tempos em tempos a questão da liderança e seus desdobramentos voltam a ficar em evidência nos debates entre o que se preocupam com a evolução e competitividade de nossas empresas.</p>
<p>Evoluímos da visão de organograma para as cadeias de processo, trabalhamos as relações clientes x fornecedores em cascata, melhoramos a comunicação entre as partes, tornamos as equipes mais ativas, mas nisso tudo, a figura dos líderes sempre comparece como entidade de importância maior.</p>
<p>Podemos dizer que o líder é aquele que levanta a bandeira da empresa bem alto e comunica a todos os objetivos, valores, missões e assim por diante. Temos aqui o líder carismático que empolga as equipes.</p>
<p>Podemos dizer também que o líder é aquele que enfrenta os desafios, organiza o jogo com a equipe e tem o poder de fazer com que as coisas aconteçam por sua intervenção, muitas vezes direta. Temos aqui o líder que luta junto.</p>
<p>O que descrevemos até agora foi a figura de líderes em cadeias de processo e cadeias de valor. Com a complexidade que cada vez envolve os nossos negócios, iniciamos uma transição entre o que seja <strong><em>Cadeia de Valor</em></strong> e o que temos pela frente, que chamamos de <strong><em>Campo de Valor</em></strong>. A multiplicidade de interesses, de restrições, de normas, de stakeholders, de objetivos e obrigações. Tudo muito confuso e complicado.</p>
<p>Nesse cipoal de questões e dificuldades, o que mais interessa é a interpretação do que está acontecendo, as leituras corretas dos fenômenos para que se possa agir de forma consistente, econômica e compatível com os recursos disponíveis. Universo onde o pensar é mais importante do que agir. Pensar precisa vir antes para que a ação seja rápida, consistente e eficaz.</p>
<p>Entramos aqui em um outro tipo de liderança, que é aquela que nos ajuda a interpretar para poder decidir. Interpretar para poder desmanchar o cipoal, cada vez mais frequente nesse Brasil tão complicado. Podemos dizer que o líder que age dentro dos <strong>Fundamentos de Liderança por Aprendizado Compartilhado</strong> é aquele mais adequado para o tipo de situação. Que líder é esse? É aquele que lidera pelo ensinamento, pela interpretação conjunta e pela ajuda nos processos de tomada de decisão.</p>
<p>Com frequência percebemos como esse tipo de liderança, cada vez mais necessária, é escassa no mercado. Esse tipo de liderança, que tem no bom senso a sua referencia maior, costuma ser mais discreta. Age debatendo, falando no pé do ouvido e assim por diante. Não existem palavras de ordem tão comuns, em outros tipos de liderança.</p>
<p>Porque falta gente com esse perfil no mercado? Vamos percorrer o caminho da educação de formação de muitos líderes.</p>
<p>Iniciamos o percurso do caminho para a educação com as perguntas: o que é educação e o que é cidadania? O que é o cidadão consciente? Interpretações mais modernas, nos levam a pensar que cidadão consciente é aquele que luta pela sociedade, defende diretos, ética e justiça e os compartilha nas equipes. <strong>Cidadania</strong> é então uma expressão de valores, ideias, respeito e um estado de luta por valores e idéias em equipes.</p>
<p>Se voltarmos na historia, aprendemos que na Grécia Antiga, o propósito da sociedade era a educação. Desse propósito nasceram os grandes pensadores, filósofos, educadores e fundamentos que valem até hoje. Era a sociedade que queria a educação e portanto era prioridade de todos. Pobre Brasil.</p>
<p>Ainda na Grécia Antiga, encontramos expressões ligadas à educação e ensino <em>“διδασκω &#8211; didasko”</em>, que pressupõe o conhecer, compreender, dialogar e interagir.<strong>Pensar</strong><strong> junto na contestação e no confronto para o bem maior. Pensar junto é expressão de cidadania, equipes e sociedade<em>.</em></strong></p>
<p>Temos aqui uma sutileza na interpretação da palavra: dialogar, interagir, pensar junto. Outras versões nos recordam a expressão contestação. Luta virtuosa. Temos então uma primeira evidência de conexão direta entre sociedade, cidadania, equipes, empresas bem sucedidas e educação.</p>
<p>Vamos então à palavra <strong>Educação</strong>. Qual o seu significado, propósito? Façamos uma outra pergunta: qual a grande herança que professores deixam para os seus alunos? Todos os que nos falam dessa herança recordam a atenção, a bondade, a estruturação do pensamento, a profundidade do ensino, a capacidade didática, o amor filial e a construção do amor e paixão pelo conhecimento.A orientação para a vida. Construção de seres pensantes. Construção de cidadãos com cidadania.</p>
<p>Recentemente a pensadora Regina de Fátima Migliori nos abriu uma outra interpretação da herança que os professores, mestres e líderes podem nos deixar.</p>
<p>Em um congresso da Secretaria da Educação em São Paulo, presentes milhares de professores, ela pronunciou uma frase magistral: <strong>a sala de aula é o grande ponto de encontro para o conflito</strong>. Fantástico. Qual a tradução dessa frase? As heranças que os professores podem nos deixar são muitas. No nosso momento atual, momento de uma baixa competitividade de nossas empresas, sociedade adormecida que aceita o desmando e a corrupção como adornos da sociedade, a grande herança que os professores, mestres e líderes podem nos deixar <strong>é ensinar a lutar no enfrentamento dos nossos problemas</strong>. Defesa de idéias, filosofias, conceitos, trabalho em equipe, honra e ética.</p>
<p>Ainda no contexto da fala de Regina Migliori, lembramos a palavra do sociólogo Esdras Borges Costa. Os princípios e fundamentos que precisam reger o funcionamento da sociedade e das empresas <strong>somente se consolidam se houver a luta virtuosa</strong>.</p>
<p>É nesse contexto que se formam aqueles que vão se destacar na vida pela sua capacidade para a liderança por aprendizado compartilhado. O enfrentamento das dificuldades como luta onde todos se comunicam, aprendem uns dos outros, como fundamento de cultura da empresa e formação de equipes. Algo estratégico que precisa ser estimulado.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Novo Código Florestal e a Lei Geral da Copa</title>
		<link>http://celuloseonline.com.br/blog/o-novo-codigo-florestal-e-a-lei-geral-da-copa/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 18:51:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentaristas]]></category>
		<category><![CDATA[Evandro Grili]]></category>

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		<description><![CDATA[10/05/2012 &#8211; Bastou que o Novo Código Florestal  fosse aprovado no Congresso Nacional para que se iniciasse uma enorme campanha pelas redes sociais, pela mídia em geral, capitaneada por ONGs,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_59" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://celuloseonline.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/Evandro-Grili1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-187" title="Evandro-Grili" src="http://celuloseonline.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/Evandro-Grili1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Comentarista - Portal CeluloseOnline</p></div>
<p>10/05/2012 &#8211; Bastou que o Novo Código Florestal  fosse aprovado no Congresso Nacional para que se iniciasse uma enorme campanha pelas redes sociais, pela mídia em geral, capitaneada por ONGs, atores e atrizes, alguns cientistas, políticos contrários ao texto da lei. O objetivo é que a Presidenta da República vete o texto. Sob o mote VETA DILMA milhares e milhares de <em>posts </em>foram feitos na internet. Até mesmo a atriz Camila Pitanga ganhou a manchete de inúmeros veículos de comunicação quando, na última semana, durante um evento de premiação ao ex-Presidente Lula, com a presença da Presidente Dilma, quebrou o protocolo para pronunciar a frase ¨Veta Dilma¨.</p>
<p>Até tentei puxar pela memória para lembrar se a atriz fazia parte do time de estrelas que participou daquele filme sobre a Usina de Belo Monte. Aquele filme mesmo, que foi contestado por universitários e acadêmicos de diversas entidades do País, mostrando que o que se mencionava no roteiro não condizia com a realidade.</p>
<p>Bom, por que dizer tudo isso? Simples, porque na noite desta quarta, 09/5, o Senado aprovou, sem nenhuma alteração, o texto da Lei Geral da Copa. A imprensa, ao noticiar o fato, chamou atenção de pontos como liberação de venda de bebidas alcoólicas nos estádios, acesso de estudantes a ingressos mais baratos, meia-entrada para maiores de 60 anos, possibilidade de decretação de feriado nos dias dos jogos. Enfim, perfumarias que escondem questões muito mais graves e que devem ser sancionadas nos próximos dias.</p>
<p>Como o projeto é do Governo Federal e há uma pressão gigantesca e internacional – igual no caso do Código Florestal – certamente o Palácio do Planalto vai ser ágil e a sanção deve ser integral. Nosso Senado, inclusive abriu mão de propor alterações no texto da lei, porque senão ele teria que voltar à Câmara dos Deputados e o tempo não permite essa espera. A FIFA tem pressa, muita pressa!</p>
<p>O fato é que a Lei Geral da Copa traz inúmeros pontos que nem mesmo foram noticiados pela mídia. Ela permite, por exemplo, uma série de regalias para a FIFA e seus parceiros comerciais junto ao INPI – Instituto Nacional de Propriedade Intelectual para o fim de agilizar o reconhecimento de marcas e patentes. Enquanto empresas e cidadãos brasileiros demoram quase uma década para ver suas marcas e patentes reconhecidas pelo INPI, a FIFA e os seus parceiros terão tudo resolvido até o ano que vem, antes do início da Copa das Confederações.</p>
<p>A Lei da Copa ainda prevê modificações na estrutura do Poder Judiciário, dando a possibilidade de criação de Juizados Especiais com competência e atribuição de julgar as demandas envolvendo a FIFA e os seus parceiros, tudo para agilizar a prestação jurisdicional sobre estes temas. Ou seja, enquanto o cidadão brasileiro amarga o calvário da demora do Poder Judiciário, a lei está indicando que para a Copa, para a FIFA e seus parceiros, teremos uma Justiça de primeiro mundo, ágil e solucionadora de conflitos em tempo recorde, sem imposição de sucumbência à organizadora do mundial.</p>
<p>Num dos pontos, a Lei da Copa permite até mesmo a venda casada de ingressos com pacotes turísticos. E a venda casada de produtos e serviços é ilícito no Brasil, segundo o Código de Defesa do Consumidor.</p>
<p>No meio disso todo, o problema da meia-entrada para estudantes e a liberação de bebidas alcoólicas nos estádios se transformaram em ¨cafés pequenos¨.</p>
<p>Ah&#8230; Já ia me esquecendo, a União está abrindo mão, até mesmo, de excludentes de responsabilidade como caso fortuito ou força maior, eis que está assumindo toda e qualquer responsabilidade caso aconteçam acidentes por problemas de segurança durante as competições, com dever de indenizar a FIFA e seus parceiros.</p>
<p>Isso, sem contar que a tal Lei da Copa interfere até mesmo na nossa soberania para a concessão de vistos de entrada no País a todos e quaisquer membros da FIFA ou convidados. Ou seja, nos termos da lei, teremos que receber aqui, até mesmo cidadãos de países com os quais não mantemos relações diplomáticas.</p>
<p>Ou seja, em 2013 e 2014, durante as competições e na fase de preparação delas, o Brasil será da FIFA e de seus parceiros. Será que vamos  mudar a nossa bandeira também, hasteando o pavilhão da entidade desportiva em Brasília neste período?</p>
<p>Não duvido!</p>
<p>O interessante é que fiquei procurando na internet, depois de ontem à noite, e não vi nenhuma manifestação de indignação da nossa preocupada classe artística. Nem mesmo as ONGs fizeram qualquer manifestação. Ou se fizeram, esse desavisado blogueiro não viu.</p>
<p>Será que temos que vetar o Novo Código Florestal como pedem estas instituições e ao mesmo tempo passar a Lei da Copa alugando o País a preços módicos para os organizadores e patrocinadores da Copa? O que vamos gastar com estádios e outras obras daria pra reflorestar a Amazônia.</p>
<p>Será que devemos perder a oportunidade de regularizar de vez a situação jurídica das propriedades rurais brasileiras, chamando à responsabilidade do setor produtivo, do Governo, das entidades protetoras do meio ambiente, para dar segurança jurídica à questão florestal brasileira?</p>
<p>Me parece que não!</p>
<p>Um País que aprova uma Lei Geral da Copa como esta, praticando a entrega institucional da nação a uma entidade privada de alcance internacional, com evidente proteção dos interesses dos seus parceiros comerciais, não tem legitimidade para vetar integralmente o Projeto do Novo Código Florestal que foi amplamente discutido pelo Congresso Nacional, que foi objeto de debates e mais debates políticos.</p>
<p>Esse tipo de atitude nos torna menores, pequenos, sem soberania.</p>
<p>Veta Dilma!</p>
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		<title>A Bicharada Esquisita do Código Florestal</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 14:46:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentaristas]]></category>
		<category><![CDATA[Sebastião Renato Valverde]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_68" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://celuloseonline.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/svalverd.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-425" title="svalverd" src="http://celuloseonline.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/svalverd.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Comentarista CeluloseOnline</p></div>
<p>07/05/2012 &#8211; Finalmente este dramalhão mexicano em que se transformou a revisão do Código Florestal desde 1999, findou-se. Conquanto tenham acontecido algumas mudanças de ordem prática aptas a possibilitarem a aplicação da Lei no campo, sobretudo no tocante às APP ao longo do curso d’água, o novo Código persiste no mesmo erro de seu antecessor no que refere aos parâmetros utilizados, posto que traçados sem qualquer amparo técnico e científico.</p>
<p>Em 1965, apesar da existência de um ambiente político favorável à elaboração da Lei nº. 4771, no qual não se convivia com pressões de ordem emotiva e econômica como as ocorridas recentemente entre ambientalistas e ruralistas, o problema havido era com a Constituição (CRFB de 1946) que, absurdamente, centralizava à União o poder de legislar sobre os recursos naturais, ao contrário da atual (CRFB de 1988) que, embora delegue aos estados e municípios tal poder, divide espaço num ambiente conflituoso.</p>
<p>Pressões de toda natureza, inclusive da grande mídia, não permitiram a construção de uma Lei que respeitasse, além da Constituição, as diversidades físicas, sociais, econômicas e ambientais das diversas regiões deste País. Trataram o meio ambiente de maneira simplória e simétrica e desconsideraram a capacidade do povo brasileiro de gerir seus recursos naturais conforme suas necessidades de uso e proteção. Resultado disso não poderia ter sido diferente: criaram um Código florestal à semelhança do atual na sua essência, mas com singelas diferenças em seu conteúdo.</p>
<p>Faz-se necessário destacar que a Lei nº. 4771/65 em sua redação original era até quase perfeita, podendo ser comparada a uma gazela – bonita, mas magrela –, diferente da versão atual que foi remendada, “estuprada” e retalhada. Estes estragos promovidos nesta Lei a partir de meados da década de 1980 por meio de outros textos normativos (leis, resoluções do Conama e da nefasta Medida Provisória do FHC), transformaram-na num ornitorrinco, algo sem identidade – não sabe se é mamífero, ave ou réptil.</p>
<p>Na verdade, ficou difícil saber se o ainda atual Código é florestal ou ambiental e se o que se quer dele é a proteção florestal para garantir os recursos hídricos ou tudo que a eloquência e o papel permitirem como fizeram nele em 1986 e 1989, quando extrapolaram o conceito e os limites das APP, passando de, no mínimo 5 metro, para30 m, impondo, além da proteção dos recursos hídricos, igualmente a proteção do fluxo gênico da fauna e da flora, a estabilidade ecológica, a paisagem, a dignidade humana e tudo o mais que uma folha de papel e uma imaginação fantasiosa permitisse conter. Óbvio que toda proteção é necessária, porém impossível de transcrevê-la num instrumento legal em nível de União, pois senão resultará em letra morta, inócua.</p>
<p>A recente aprovação do novo Código Florestal é uma forma de reconhecer o erro do Poder Público que não respeitou a Lei de uso da terra e nem a florestal ao estimular a ocupação desordenada do Centro-Oeste e Norte dando posse a quem comprovasse desmatamento, como também um respeito à classe dos produtores rurais que, além de atender ao pedido dos governos passados para ocupação enfrentando todas as moléstias e dificuldades do desbravamento, nos abastecem com uma comida farta e barata.</p>
<p>A escolha das grandes ONGs, apoiadas por parte dos órgãos públicos e da mídia, de eleger o produtor rural como o “vilão” da natureza foi muito infeliz, atitude esta que parece ser parte da própria natureza humana desde os primórdios da civilização.  Afinal, vários líderes já foram perseguidos ao longo da história como Davi, Moisés, Cristo. Alguns, de fato, com certa justiça como Hitler, Saddam Hussein e Kadafi.</p>
<p>Ocorre que, com possibilidades cada vez mais remotas de guerra, o mundo definiu também o inimigo invisível como seu vilão. Um destes foi o Carbono que, emitido em excesso, é prejudicial à saúde humana e ao ecossistema, mas do contrário é essencial para a existência de todos os seres no planeta, o que não justifica decretar guerra ao CO2, impondo barreiras paranoicas a ponto de implicar com o “pum” e o arroto da vaca.</p>
<p>De qualquer forma, o novo Código foi aprovado. Deixará de ser algo estranho para ser desengonçado. Melhorou ao se transformar de ornitorrinco em pato, mas que nada, anda, voa e canta mal. Chega a ser engraçado, kkk, ou melhor, quá, quá, quá!</p>
<p>O consolo é que este novo Código, quando sancionado, não durará muito tempo, haja vista que dista do mundo rural, do desenvolvimento sustentável e do primordial, que é a orientação constitucional. No futuro, provavelmente, quando os ânimos se arrefecerem, quem sabe teremos uma legislação florestal ideal que, no mínimo “<em>mini more</em>”, seja constituída de normas gerais permitindo aos estados e municípios, de fato, legislarem. Com isso teremos uma Lei compatível com o tema e que será robusta, mas simples, aberta, mais concisa e leve, conquanto, em razão das características anteriores, venha a se apresentar “forte como um touro”. A escolha de que será chifrudo ou não, fica a critério do amigo leitor.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A construção da riqueza e a construção da pobreza: Cadeias de Valor &#8211; Campos de Valor</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 17:42:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentaristas]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Bersou]]></category>

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		<description><![CDATA[27/04/2012 &#8211; Em debate recente, discutimos como foi a construção das riqueza no mundo, inicialmente no Crescente Fértil e mais tarde, como os mecanismos que se iniciaram no Crescente Fértil, se...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_64" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://celuloseonline.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/bersou.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-64" title="Luiz Bersou" src="http://celuloseonline.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/bersou-150x150.jpg" alt="Comentárista CeluloseOnline" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Comentarista CeluloseOnline</p></div>
<p>27/04/2012 &#8211; Em debate recente, discutimos como foi a construção das riqueza no mundo, inicialmente no <strong>Crescente Fértil </strong>e mais tarde, como os mecanismos que se iniciaram no Crescente Fértil, se irradiaram para outras regiões.</p>
<p>Tivemos no passado Athenas na Grécia Antiga como construtora da filosofia e da democracia e Roma que nos deixou um importante legado de expansão militar, engenharia e direito. Raramente se fala de Samarkand, cidade com mais de 2.000 anos, por onde passou Marco Polo. Essa cidade teve a mesma expressão de Athenas e Roma nos devidos tempos. Samarkand nos deixou como legado uma tipo de filosofia de relacionamento comercial que sempre gerou riqueza.<strong><em> </em></strong></p>
<p>O que se chama hoje de <strong>Filosofia de</strong> <strong>Comércio por Relacionamentos</strong> tem fundamentos interessantes em termos de ética de negócios. Os ganhos serão iguais entre as partes, os contratos serão equilibrados e justos. O viajante será inviolável, pois ele é sempre portador das boas novas. As relações entre as partes se sucederão por gerações. Busca da fidelização e da perpetuidade nos relacionamentos.</p>
<p>Esse tipo de abordagem construiu um enorme patrimônio de confiança entre as partes. A palavra valia. Quantos ouviram falar que o fio do bigode respondia por tudo. Nessa mesma referencia de confiança, temos na história a Cia Hansen, 900 anos D.C.</p>
<p>Montou toda uma rede de entrepostos pela Europa Central. Podemos dizer que boa parte da riqueza de tantos países que nasceram nessa região, nasceu do tipo de filosofia de comércio, comércio por relacionamento, que foi desenvolvido a partir daquela época.</p>
<p>O que está em jogo? Os parceiros comerciais vão trabalhar para o sucesso conjunto. Vão unir forças para o sucesso conjunto.</p>
<p><strong>Nossa história como colônia de Portugal – a formação do estamento político brasileiro</strong></p>
<p>Existe um livro extremamente interessante – Os Donos do Poder, de Raimundo Faoro – que seria bom se todos lessem. Nesse livro se conta a história da fundação de Portugal. Conta que foi um país onde praticamente não houve feudalismo, não houve luta de classes que moldaram os governos modernos. Nos conta os efeitos das navegações no país. Portugal que era um estado estruturado, se transformou em uma companhia de comércio. A Carta Magna do país, se transformou no estatuto de uma companhia de navegação. Até hoje sentimos os efeitos desse fenômeno. Mas o mais importante foram as práticas comerciais. <strong>O cliente pagará</strong>. <strong>O cliente estará nas nossas mãos</strong>.</p>
<p>Nunca houve elos de confiança e <strong>construção conjunta do futuro entre cliente e fornecedor</strong>. Portugal quebrou e até hoje é um país muito pobre. Visitando os museus, encontramos apenas prédios vazios. O que existia foi penhorado e levado. O comércio não foi fonte de geração de riquezas, ao contrário do que aconteceu em tantos outros países.</p>
<p><strong>União de forças e cadeias de valor</strong></p>
<p>No passado tínhamos como referencia importante a <strong>Cadeia de Valor</strong>. Nessas cadeias tínhamos fornecedores, transformadores, intermediários e clientes como agentes intervenientes na busca do lucro ao final da cadeia de valor. No Japão esse conceito foi importante durante muito tempo, por que havia a busca do <strong>equilíbrio e rentabilidade em todos os elos da cadeia de valor</strong>.</p>
<p>Entretanto, em muitos casos, a busca desse equilíbrio nos diversos elos da cadeia de valor não aconteceu. São famosos os casos de grande números de fornecedores de todo tipo que morreram à mingua pelas exigências dos seus grandes clientes. Grandes redes de varejo, montadoras e outros atores econômicos. Os fundamentos de Samarkand não se fizeram presentes. As partes não sentiram a necessidade deles. Todos sofreram.</p>
<p>Desse quadro decorre constatações interessantes. Visitei uma vez no Japão uma empresa com 700 anos de idade. Estava em Zaragoza na Espanha e visitei um estabelecimento do ano 1.200. Matsuchita fez para sua empresa um Plano Estratégico de 250 anos. Mais de 70 anos de passaram e ele continua valendo. Por que continua valendo? Os fundamentos de Samarkand se fazem presentes. Fidelização, construção conjunta do futuro, perpetuidade como razão comum entre as partes, servir à sociedade e estar integrado nela e com ela. Curiosamente, na crise de2008, aMatsuchita foi uma empresa que sofreu menos.</p>
<p>Qual o resumo disso tudo? Uma vez eu disse para uma empresa que sofreu muito com a concorrência chinesa no Brasil: <strong>Chineses só entram onde não nos fazemos presentes</strong>. Quando estamos presentes, cuidando com carinho de nossos clientes, eles podem até entrar, mas com muito mais dificuldade.</p>
<p><strong>Cadeias de valor e campos de valor</strong></p>
<p>Regina de Fátima Migliori nos trás uma conceituação importante. A complexidade das relações, as diferentes interveniências, mecanismos de proteção, normas e regras internacionais nos levam para um mundo extremamente complexo, extremamente difícil, em particular na exportação e relações internacionais da qual tanto dependemos.</p>
<p>Essa complexidade nos leva de volta a Samarkand. Construir alianças, renovar alianças, recuperar alianças. Vivemos um momento que nem temos ideia de quem é o nosso concorrente que está do outro lado do mundo. Vivemos na velocidade e na cegueira. O desconhecido de Nassim Taleb chega cada vez mais depressa e com mais impacto.</p>
<p>Disso tudo decorre que já não estamos mais no fundamento estratégico do <strong>Plantar &amp; Colher</strong>. Mudar os cenários de força e poder pela construção de alianças vai ser a estratégia necessária que vai se colocar sempre daqui para diante. Temos pela frente o que chamamos de <strong>Escalada Estratégica</strong>. Construção de poder por alianças. Voltemos a Samarkand.</p>
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		<title>Mad MaxFlorestal</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 14:44:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentaristas]]></category>
		<category><![CDATA[Sebastião Renato Valverde]]></category>

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		<description><![CDATA[10/04/2012 &#8211; Mad Max foi uma trilogia cinematográfica australiana da década de 1980 com cara de enlatado americano, daqueles com alto investimento em produção e marketing. Tratou-se de um best...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_68" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://celuloseonline.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/svalverd.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-425" title="svalverd" src="http://celuloseonline.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/svalverd.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Comentarista CeluloseOnline</p></div>
<p><em>10/04/2012 &#8211; Mad Ma</em>x foi uma trilogia cinematográfica australiana da década de 1980 com cara de enlatado americano, daqueles com alto investimento em produção e <em>marketing</em>. Tratou-se de um <em>best seller</em> e, como tal, uma bela porcaria, porém um sucesso para a camada jovem rica em adrenalina e pobre em cultura. O seriado referia-se a um herói (Mel Gibson) remanescente do pós-apocalíptico que se fez necessário para impor a paz e a ordem na Terra carente de harmonia e justiça, numa sociedade totalmente selvagem e dominada pelo ódio, vingança e intolerância. Além desta desorganização social, o cenário dos seus episódios mostrava o Planeta arruinado pela fúria do consumo desenfreado dos recursos naturais e pela enorme quantidade de lixo gerada.</p>
<p>Diante desta breve e medíocre apresentação, muitos devem estar se perguntando o que isto tem a ver com a área florestal e onde o autor pretende chegar? Ocorre que a minha pretensão é justamente correlacionar o estado de degradação social, econômico e ambiental no qual se encontravam as áreas antes de hospedarem os reflorestamentos com a esdrúxula exigência de licenciamento ambiental e arbitrárias medidas compensatórias.</p>
<p>Durante o recente alarde que ecoou das “pretensas” preocupações ambientais, é possível afirmar que, infelizmente, o aparato etno-ambientalista liderado pelas oportunistas ONGs acabou conseguindo se aproveitar do obscurantismo e da santa ignorância e omissão de nós técnicos sobre o tema para criar uma paranoia burocrática contra as plantações florestais, fazendo-o sob a alegação da proteção contra os impactos causados pelo reflorestamento, fundamentando-se em preconceitos, falsos paradigmas e abstrações que só serviram para onerar e dificultar o avanço da silvicultura.</p>
<p>Excesso de cautela à parte, o problema é que estas barreiras à silvicultura impregnaram-se nos órgãos da política ambiental. Em nome do “Meio Ambiente”, muitos projetos florestais sofrem com o zelo excessivo de alguns processos de licenciamento que, mesmo com aprovação do órgão técnico, ficam reféns do entendimento dos representantes do Ministério Público nos Conselhos de Política Ambiental.</p>
<p>Não obstante seja possível reconhecer as falhas cometidas pelo modelo de silvicultura sob latifúndio e monocultura implantado a partir de 1960, não se opondo ao processo de licenciamento, lado outro, em se tratando de reflorestamento nos moldes praticados na atualidade, se justifica questionar o seu licenciamento ambiental.</p>
<p>Ora, o reflorestamento não compete com a agropecuária onde ela é forte, o que direciona a expansão florestal para áreas já antropizadas, degradadas e decadentes pela agropecuária tradicional que acarretou prejuízos para a sociedade em termos de desemprego, baixa produtividade, rentabilidade e destruição das matas nativas. Assim é que, a não ser nos casos em que ocorre a conversão da floresta nativa em plantações florestais é, no mínimo, desproporcional e injusto exigir licenciamento.</p>
<p>De fato, não há porque se exigir do projeto florestal mais do que a própria Lei já exige em termos de áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal (RL). Nada justifica, nestas regiões arruinadas e em petição de miséria cobrar licença à silvicultura sabendo que nada ficará pior do que já está. Ao revés de se exigir toda burocracia paquidérmica da licença, o Poder Público tem é que, de forma proativa e reflexiva, convidar produtores e investidores para reflorestarem, adotando políticas que estimulem e subsidiem investimentos compatíveis com a natureza de longo prazo e de alto risco dos projetos florestais.</p>
<p>Da mesma forma, nestas regiões arruinadas, como as sob domínio de Mata Atlântica, não se poderia ter construído os regramentos do licenciamento das plantações florestais com base na matriz de impacto da silvicultura como se fossem em áreas virgens. Assim, em tais regiões arrasadas o raciocínio que se deve fazer é sobre os impactos causados mais pela ausência das plantações do que pela sua presença, até porque os danos ambientais neste caso, quando provocados, estão mais relacionados com o manejo errado cometido por alguns do que com a própria atividade. Mesmo assim, sendo eles, de qualquer modo, mínimos, reversíveis e mitigáveis.</p>
<p>Será que “Pra nossa alegria” florestal teremos que recorrer a Gibson pra acabar com esta neura ambientalóide contra as plantações florestais? O Brasil não pode continuar sendo tratado como país de Alice e, nem muito menos, como uma Faixa de Gaza.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><br />
</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>EBITDA – tão importante – mas exatamente que informação você está recebendo? Qual a crítica?</title>
		<link>http://celuloseonline.com.br/blog/ebitda-%e2%80%93-tao-importante-%e2%80%93-mas-exatamente-que-informacao-voce-esta-recebendo-qual-a-critica/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 21:48:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentaristas]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Bersou]]></category>

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		<description><![CDATA[30/03/2012 &#8211; Voltamos às questões que propusemos em nosso blog em edição anterior, colocando em evidência a questão do EBITDA e a importância da análise do desempenho do operacional do...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>30/03/2012 &#8211; Voltamos às questões que propusemos em nosso blog em edição anterior, colocando em evidência a questão do EBITDA e a importância da análise do desempenho do operacional do ciclo econômico da empresa.</p>
<p>Durante muitos anos a análise do desempenho econômico da empresa era vista pela última linha da conta de resultados. No cálculo desta última linha entravam elementos do desempenho do presente (incluindo despesas financeiras), do passado (compromissos legais, passivos fiscais e trabalhistas, amortização de dívidas) e do futuro (pagamento de investimentos e distribuição de dividendos).</p>
<p>Sempre houve a necessidade de se colocar <strong>um zoom muito claro no desempenho operacional</strong>, aquilo que a empresa é capaz de gerar como recursos para serem colocados na mão do acionista. Dessa necessidade decorre os modernos conceitos de gestão por camadas, <strong>sendo sempre a primeira camada  a análise do desempenho físico nas atividades que sustentam o negócio</strong>.</p>
<p>Em tese, a análise do desempenho operacional deveria excluir despesas financeiras e outros compromissos que não fossem vinculados diretamente à operação. Por exemplo, desembolsos com pagamento de indenizações trabalhistas ao empregado não deve entrar nesta análise, pois é um fato do passado, não vinculado ao desempenho operacional da máquina produtiva.</p>
<p>Um dos modelos de análise que se popularizou, importado dos países que fazem capitalismo com capital é o <strong>EBITDA</strong>. O outro, mais antigo e desenvolvido no Brasil é chamado de <strong>Fluidez Financeira, analisa o fluxo de caixa do ciclo econômico</strong>.</p>
<p>A importância do comparativo entre <strong>EBITDA</strong> e <strong>Fluidez Financeira</strong> está nas questão que se seguem:</p>
<p>1)      Todo negócio tem características singulares que determinam um determinado consumo de capital de giro operacional para sustentar a operação.</p>
<p>2)      Em países onde não há ou havia restrição de capital, esse consumo, essa chamada de capital de giro não é ou era significativa, por que há o pressuposto de capital de giro suficiente e de baixo custo. Por esta razão o <strong>EBITDA</strong><em> </em>não considera a chamada deste capital em relação à produção do resultado econômico.</p>
<p>3)      Em países em que não há a disponibilização do capital necessário, a característica que determina o consumo de capital de giro passa a ser muito importante. Nesses casos, a demanda de capital é sempre importante e cara. Por esta razão a <strong>Fluidez Financeira</strong> considerar na geração de recursos operacionais a demanda de capital de giro operacional.</p>
<p>4)      No caso brasileiro, o endividamento é sempre uma razão de força maior. Pelo custo, é uma decisão estratégica e não operacional como acontece nos países em que não há restrição de capital.</p>
<p>5)      Pela mesma razão, a <strong>Fluidez Financeira</strong> não considera custos e receitas financeiras no seu cálculo, visão de verificar a qualidade do ciclo econômico.</p>
<p><strong>Na maior parte das vezes se percebe que os números da Fluidez Financeira são mais conservadores do que os números do EBITDA.</strong></p>
<p><strong> </strong><strong>Este fato significa que o EBITDA, no caso das empresas no Brasil, mostrará sempre uma situação de geração de recursos superior ao que vai ser a oferta real de recursos. Essa situação engana muita gente e leva a decisões equivocadas. </strong>A tabela abaixo nos dá um comparativo.</p>
<table width="669" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="208">
<p align="center">REFERÊNCIA</p>
</td>
<td valign="top" width="72">
<p align="center">EBITDA</p>
</td>
<td valign="top" width="80">
<p align="center">Fluidez financeira</p>
</td>
<td valign="top" width="309">
<p align="center">COMENTÁRIOS</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="208">1)       Receita Bruta</td>
<td valign="top" width="72">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="80">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="309">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="208">2)       Impostos diretos</td>
<td valign="top" width="72">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="80">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="309">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="208">3)       Receita Líquida</td>
<td valign="top" width="72">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="80">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="309">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="208">4)       Custo mercadoria vendida</td>
<td valign="top" width="72">
<p align="center">
</td>
<td valign="top" width="80">
<p align="center">
</td>
<td valign="top" width="309">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="208">
<ol>
<li>          i.    Custos insumos</li>
</ol>
</td>
<td valign="top" width="72">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="80">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="309">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="208">
<ol>
<li>        ii.    Custo mão de obra direta</li>
</ol>
</td>
<td valign="top" width="72">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="80">
<p align="center"><strong>Não</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="309">Considerado como custo fixo e vai para o cálculo do grau de alavancagem operacional. É mais interessante.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="208">5)       1ª Margem EBITDA</td>
<td valign="top" width="72">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="80">
<p align="center"><strong>Não</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="309">
<p align="center"><strong> </strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="208">6)       1ª Margem M1 Fludez Financeira</td>
<td valign="top" width="72">
<p align="center"><strong>Não</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="80">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="309">Diferença é a mão de obra direta que não é considerada.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="208">7)       Despesas comerciais variáveis</td>
<td valign="top" width="72">
<p align="center"><strong>Sim e Não</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="80">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="309">Na metodologia da Fluidez Financeira, aqui está a margem somente dos variáveis.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="208">8)       Margem depois das despesas comerciais variáveis</td>
<td valign="top" width="72">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="80">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="309">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="208">9)       Necessidade de capital de giro operacional</td>
<td valign="top" width="72">
<p align="center"><strong>Não</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="80">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="309">Esta é a questão fundamental. Em atividades com pouco capital precisamos medir a quantas anda o capital de giro operacional até diariamente.</p>
<p>Muitas empresas morrem por não fazer esta conta.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="208">10)   O que sobra depois da necessidade de capital de giro operacional</td>
<td valign="top" width="72">
<p align="center"><strong>Não</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="80">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="309">Fundamental, pois mostra o que está à disposição da empresa em cada instante.</p>
<p>Aqui entra a questão da produtividade no uso do capital o que não acontece na visão do EBITDA.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="208">11)   Custos administrativos</td>
<td valign="top" width="72">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="80">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="309">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="208">12)   Custos de mão de obra direta</td>
<td valign="top" width="72">
<p align="center"><strong>Não</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="80">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="309">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="208">13)   Custos de mão de obra indireta</td>
<td valign="top" width="72">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="80">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="309">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="208">14)   Receitas e despesas financeiras</td>
<td valign="top" width="72">
<p align="center">Sim</p>
</td>
<td valign="top" width="80">
<p align="center"><strong>Não</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="309">Na análise do desempenho do ciclo econômico não devem entrar receitas que não sejam operacionais, pois este item é condição do grau de capitalização da empresa e não de desempenho operacional.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="208">15)   Margem do ciclo econômico</td>
<td valign="top" width="72">
<p align="center">Visão de resultado contábil</p>
</td>
<td valign="top" width="80">
<p align="center">Visão de resultado de ciclo econômico</p>
</td>
<td valign="top" width="309">
<p align="center">
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A nossa crítica ao EBITDA é que entendemos que ele não serve para o Brasil e não serve também para modelo de análise sempre que se trabalha com sistemas em regime de restrição de capital.</p>
<p>Se a falta de capital de giro operacional é a grande restrição ao crescimento sadio das empresas, se cada negócio tem na demanda de capital de giro uma característica própria, isto quer dizer que o desempenho do negócio é pesadamente afetado pela demanda do capital de giro e esta informação não pode faltar nos modelos de análise.</p>
<p><strong>Por esse motivo recomendamos sempre fazer a análise tanto pela rota do EBITDA, como pela rota da Fluidez Financeira. Somente a Fluidez Financeira mostra a verdadeira oferta de recursos do ciclo econômico do negócio e da empresa.</strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Limites à aquisição de propriedades rurais por estrangeiros: soberania Nacional ou Entrave ao desenvolvimento econômico?</title>
		<link>http://celuloseonline.com.br/blog/limites-a-aquisicao-de-propriedades-rurais-por-estrangeiros-soberania-nacional-ou-entrave-ao-desenvolvimento-economico/</link>
		<comments>http://celuloseonline.com.br/blog/limites-a-aquisicao-de-propriedades-rurais-por-estrangeiros-soberania-nacional-ou-entrave-ao-desenvolvimento-economico/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Mar 2012 21:48:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentaristas]]></category>
		<category><![CDATA[Evandro Grili]]></category>

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		<description><![CDATA[28/03/2012 &#8211; A discussão sobre o direito de estrangeiros (pessoas físicas ou jurídicas) adquirirem propriedades rurais no Brasil não é recente. Ela se acirrou, contudo, em 2010 quando a AGU...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_59" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://celuloseonline.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/Evandro-Grili1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-187" title="Evandro-Grili" src="http://celuloseonline.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/Evandro-Grili1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Comentarista - Portal CeluloseOnline</p></div>
<p>28/03/2012 &#8211; A discussão sobre o direito de estrangeiros (pessoas físicas ou jurídicas) adquirirem propriedades rurais no Brasil não é recente. Ela se acirrou, contudo, em 2010 quando a AGU – Advocacia Geral da União teve seu parecer sobre o tema aprovado pelo então presidente Luis Inácio Lula da Silva.</p>
<p>A partir deste marco regulatório, empresas ou pessoas físicas estrangeiras não podem ser titulares de propriedades rurais que tenham mais de 50 módulos rurais de exploração indefinida. Além disso, só poderão ser adquiridas propriedades rurais que sejam destinadas ao desenvolvimento de projetos agrícolas e industriais que tenham ligação direta com os objetivos sociais descritos nos estatutos da empresa estrangeira, que pretende comprar imóveis rurais no Brasil. Não bastasse isso, os projetos têm que estar aprovados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. E há mais um detalhe: a partir de2010 asomatória das áreas rurais controladas por estrangeiros não pode superar 25% da área dos municípios onde as terras estão situadas.</p>
<p>Enfim, o estabelecimento destes obstáculos, do ponto de vista do Governo foi o de preservar o controle do território brasileiro na mão de brasileiros. Há os que pensam que esta medida é mais do que necessária, porque facilita que os direcionamentos estratégicos da política agrícola estejam entregues às vontades dos cidadãos brasileiros.</p>
<p>Afinal de contas, quase todos os países desenvolvidos e com alguma soberania em funcionamento possuem regras legais que limitam a aquisição de terras por estrangeiros. É o caso, por exemplo, dos Estados Unidos e da nossa vizinha Argentina para citar dois exemplos no nosso continente. Na Europa, da mesma forma, há até mais protecionismo do que em outras regiões do mundo.</p>
<p>Mas, como sempre, tudo tem dois lados, ou até mesmo mais de dois lados.</p>
<p>Há os que pensam de forma diferente. O mundo está globalizado, a economia é cada vez mais de projeção internacional e os grandes fundos de investimentos migram de um lado para o outro de tempos em tempos.</p>
<p>O Brasil, recentemente, assumiu o posto de 6ª economia do mundo, com PIB à frente do Reino Unido. Ao que tudo indica, parece que somos ¨a bola da vez¨ em matéria de investimentos do mundo inteiro.</p>
<p>A globalização tem feito com que as noções de soberania se alterem um pouco mais. Hoje em dia, especialmente no mundo ocidental, todos nós nos sentimos cidadãos do mundo. Pessoas mudam de país, vão trabalhar em outros continentes, abrem negócios em vários países, há marcas mundiais de veículos, roupas, computadores, celulares, fast-food, etc. É bem verdade que alguns países da Europa têm posição verdadeiramente xenófoba a isso tudo, mas o fato é que as pessoas, as riquezas e os bens circulam como nunca circularam na história da humanidade.</p>
<p>Cada vez mais o mundo vai se tornando ¨plano¨, conforme o conceito do escritor Thomas Friedman, em sua obra ¨O mundo é plano¨.</p>
<p>Mas essa planificação vai encontrar entraves. Só não nos parece que a criação de muitos obstáculos legais seja a melhor saída para que uma nação possa se impor como soberana.</p>
<p>No caso que estamos debatendo, se houvesse um planejamento agrícola definido em forma de zoneamento, com determinações específicas do que pode ou não ser realizado em cada região do País, com o verdadeiro exercício do poder regulatório do governo nesta área, quem sabe poderíamos trabalhar com normas mais flexíveis neste sentido.</p>
<p>Se há interesse em proteger determinadas áreas do território nacional do alcance da propriedade estrangeira entendo ser válida a fixação destas regiões e as proibições. De outro lado, do que adianta proteger as propriedades rurais e continuar refém de outros setores da economia estrangeira, especialmente o eletroeletrônico. A revista Veja fez uma matéria interessante que demonstrou, por exemplo, que pagamos o iPhone mais caro do mundo aqui no Brasil.</p>
<p>Já há o domínio da economia mundial sobre as nações emergentes em diversos setores. Certamente  não o queremos também na área rural, mas não podemos fechar as portas ao desenvolvimento do agronegócio brasileiro ao capital estrangeiro de forma genérica e indistinta.</p>
<p>E os amigos internautas, o que pensam a respeito? Deixem as suas opiniões aqui no blog, até porque este pequeno texto não tem nenhuma pretensão de esgotar o tema. Há apenas a intenção de jogar mais lenha na fogueira deste debate!</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://celuloseonline.com.br/blog/limites-a-aquisicao-de-propriedades-rurais-por-estrangeiros-soberania-nacional-ou-entrave-ao-desenvolvimento-economico/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>A Falta de Assunto II, o Eucalipto, a Paula Fernandes e o Adeus à Concorrência</title>
		<link>http://celuloseonline.com.br/blog/a-falta-de-assunto-ii-o-eucalipto-a-paula-fernandes-e-o-adeus-a-concorrencia/</link>
		<comments>http://celuloseonline.com.br/blog/a-falta-de-assunto-ii-o-eucalipto-a-paula-fernandes-e-o-adeus-a-concorrencia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 17:28:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentaristas]]></category>
		<category><![CDATA[Sebastião Renato Valverde]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://celuloseonline.com.br/blog/?p=453</guid>
		<description><![CDATA[27/03/2012 &#8211; Apesar de reconhecer minhas limitações eruditas, sobretudo nestes dias em que a amiga inspiração me abandonou, dificultando escrever sobre temas relevantes, mas tendo me comprometido com este blog(www.celuloseonline.com.br),...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_68" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://celuloseonline.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/svalverd.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-425" title="svalverd" src="http://celuloseonline.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/svalverd.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Comentarista CeluloseOnline</p></div>
<p>27/03/2012 &#8211; Apesar de reconhecer minhas limitações eruditas, sobretudo nestes dias em que a amiga inspiração me abandonou, dificultando escrever sobre temas relevantes, mas tendo me comprometido com este <em>blog</em>(<a title="Portal CeluloseOnline" href="http://www.celuloseonline.com.br" target="_blank">www.celuloseonline.com.br</a>), achei melhor, nesta matéria, preambular sobre uma joia rara, uma deusa das telinhas elogiada até mesmo pelas mais ciumentas esposas, para depois perambular sobre o eucalipto.</p>
<p>É natural que algumas pessoas discordem do fenômeno Paula Fernandes, mas negar a sua beleza é pura inveja, ciúme ou, no mínimo, recalque. Se até o Rei se entregou aos seus encantos, por que reles mortais não? Em que pese a máxima de que gosto não se discute, mas preferência sim, não nego o gosto por ela, mais que muita de suas músicas.</p>
<p>Antes mesmo de vê-la na tv, já me delirava com o áudio do fundo musical de um <em>clip</em> sobre as diversidades culturais e paisagísticas de Minas Gerais. Tratava-se de uma voz feminina, suave e misteriosa, que cantava a música “Seio de Minas”. Daí, quando a vi fiquei extasiado. Se só com a voz me fraquejei, imagine a situação platônica que fiquei ao deparar com aquela musa?</p>
<p>Foi imediato o auto-questionamento. Como poderia uma mulher bonita, sensual, inteligente, ser cantora e compositora, além de saber dedilhar violas? Se não fosse casado, me entregaria ao fã clube dela. Como estou livre das flechadas do Cupido e de não me cegar pelo amor obcecado, me pus a procurar o que de errado tem naquela diva que ainda está nas graças da mídia. Imagino que se algo de errado possuir, só conseguirei detectar quando as tv’s forem de 4D, entendendo que o olfato telepático representaria a quarta dimensão.</p>
<p>Bem amigo leitor, já enrolei demais. Deve estar se indagando onde quero chegar com tanto lero-lero. Óbvio que não é objetivo compará-la com uma árvore. Menos ainda com o eucalipto tão desprovido de beleza e sinuosidades como ela, ou uma árvore insonora ao contrário daquele diapasão.</p>
<p>Na verdade, não há nada no eucalipto que possa servir de comparação com ela, a não ser o mesmo tom do questionamento acima. Ou seja, como pode uma espécie florestal crescer tão rápido, não ser exigente em solos, resistir às situações adversas e, ainda por cima, possibilitar várias colheitas antes do corte final graças a sua brotação?</p>
<p>Como querer as demais espécies florestais competir com o eucalipto nestas condições acima? Daí a razão de me preocupar com aqueles que investem pesado em plantações de guanandi, cedro australiano, nim, pinhão manso, entre outros, sabendo que o ciclo é mais longo e que não existe mercado para a madeira destes. Mesmo que exista, não se paga um preço equivalente maior que o que se paga pelo eucalipto.</p>
<p>Nenhuma destas espécies florestais brota como o eucalipto e, mesmo se brotasse, o progresso tecnológico forçaria a substituição após o primeiro corte, em virtude de já ter se passado duas décadas de pesquisas silviculturais que apresentariam novos matérias genéticos mais produtivos e resistentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com o espectro de utilização do eucalipto e o baixo custo da sua madeira, não há espaço para a concorrência. Mercados da madeira que não sejam específicos, ele já ocupou todo o <em>marketshare</em>, como aconteceu no mercado de celulose, painéis e madeira serrada que era exclusivo do pinus.</p>
<p>Para quem defende que o diferencial destas espécies alternativas é o manejo sob desbastes, propondo a venda da madeira proveniente dos cortes intermediários como lenha, antes tivesse plantado eucalipto, pois ao mesmo preço, a produção volumétrica dele é significativamente maior que das demais espécies florestais.</p>
<p>Se o investimento florestal fosse de curto prazo não me preocuparia com estas alternativas arriscadas ao eucalipto, pois o produtor teria prazo hábil para se recuperar de um provável prejuízo com a cultura. Mas, como é de longo prazo, torna-se de alto riscorecomendar o plantio de espécies que não se tem para quem vender a madeira e, por consequência, não há preço atual e, muito menos, futuro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dificilmente, outro gênero ou espécie, conseguirá destronar o eucalipto. Recordo quando um amigo me enviou uma notícia sobre o potencial de uma espécie mexicana chamada Lascazcomo alternativa ao eucalipto. Só me restou dizer a ele que quem plantasse Lascaz, iria se lascar.</p>
<p>Finalizando, em que pese o lado musa da Paula que reforça o conjunto da ópera, não ignoramos que, como cantora, ela não se compara com as imortais Elis Regina e Whitney Houston. O mesmo para o eucalipto que, embora seus significativos destaques, nada se compara a uma floresta nativa, sobretudo uma Mata Atlântica e uma floresta Amazônica.</p>
<p>Caro leitor, como consoloa tanta falta de inspiração, prometo que não terá “A Falta de Assunto III”. Serei mais útil na próxima matéria em que virei “Sob Nova Direção”.</p>
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		<title>Ninguém fiscaliza nada!</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 19:42:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentaristas]]></category>
		<category><![CDATA[Evandro Grili]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_59" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://celuloseonline.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/Evandro-Grili1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-187" title="Evandro-Grili" src="http://celuloseonline.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/Evandro-Grili1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Comentarista - Portal CeluloseOnline</p></div>
<p>07/03/2012- Já é comum estar sentado na sala de nossas casas, confortável no sofá para ver TV ou ler o jornal, e sermos surpreendidos com bueiros que explodem, prédios que caem, brinquedos que matam em parques de diversão, restaurantes que explodem o botijão de gás, buraco de obra do metro que desaba e por aí vai.</p>
<p>Até quando vamos fingir que nada acontece?</p>
<p>Onde estão as autoridades deste País que não fiscalizam, que não exigem o cumprimento de leis e normas de segurança, que não conseguem executar o simples ato de expedir um alvará ou uma licença sem colocar a vida de pessoas em risco?</p>
<p>Mais do que responsabilizar as empresas privadas que causam danos ao consumidor por conta deste tipo de ocorrência, é preciso processar, inclusive criminalmente, as autoridades públicas que se omitem, dia-a-dia, na fiscalização das condições de funcionamento de nossos estabelecimentos.</p>
<p>Na ocasião em que explodiu um restaurante no Rio de Janeiro, uma entrevista foi reveladora, nos seguintes termos: <em>¨Quando você vai abrir um estabelecimento o seu contador pergunta: você quer a vistoria ou quer pagar R$ 100,00 pra se livrar dela?¨ </em> Isso passou em todos os canais de TV, foi notícia em todas as rádios e jornais.</p>
<p>É mais um efeito colateral e nocivo da corrupção que assola nossas instituições, do despreparo do Poder Público para lidar com uma coisa simples: o cumprimento das leis e a prática de atos administrativos de forma honesta.</p>
<p>Até quando vamos permitir que vidas se percam por conta destas irregularidades.</p>
<p>Comemoramos há pouco o fato de termos ultrapassado o Reino Unido no tamanho do PIB,  comemoramos a cada dia a nossa estabilidade econômica, mas não nos damos conta de que nossos ministros estão caindo dia após dia, mesmo que os nossos presidentes não saibam de nada do que acontece.</p>
<p>Se você assistir ao filme ¨Tropa de Elite 2¨ vai sair deprimido da frente da televisão. Se dez por cento daquilo que acontece na história do filme for verdade, estamos perdidos em termos de segurança pública.</p>
<p>E o pior – ou melhor talvez – é que temos que realizar uma Copa do Mundo daqui a dois anos e uma Olimpíada daqui a quatro. As obras estão atrasadas, os aeroportos não funcionam, o metrô nas sedes da Copa são quase uma utopia, o asfalto de nossas estradas federais e as ruas de nossas cidades são um buraco só. Sem contar que o porta-voz da Fifa para dialogar conosco quer nos dar um <em>¨chute no traseiro¨</em> para ver se as coisas andam.</p>
<p>Talvez ele espere que as coisas andem à moda Fifa ou à moda CBF.</p>
<p>Desculpem o desabafo, amigos internautas, mas não é mais possível assistir a tudo isso, sem externar a nossa indignação.</p>
<p>Um povo que perde a sua capacidade de se indignar, não avança um só passo.</p>
<p>Que a nossa indignação seja a arma para o combate de todas essas mazelas!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A falta de assunto, as faixas de pedestre, as siliconadas e os seus impactos</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 13:35:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentaristas]]></category>
		<category><![CDATA[Sebastião Renato Valverde]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_68" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://celuloseonline.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/svalverd.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-425" title="svalverd" src="http://celuloseonline.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/svalverd.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Comentarista CeluloseOnline</p></div>
<p>27/02/2012 &#8211; Em virtude do compromisso periódico de postar uma matéria para este blog, mas considerando que, às vezes, falta inspiração para debater importantes assuntos, decidi, desta vez, trazer a minha opinião sobre os malefícios das indiscriminadas faixas de pedestres e do febril uso de silicone pelas mulheres, notadamente pelas turbinadas atrizes globais que, por se sentirem arautos do meio ambiente, criticam, à revelia,a reforma do Código Florestal, a construção de Belo Monte, entre outras ações progressistas.</p>
<p>Longe de tecer críticas generalizadas às faixas de pedestres e ao uso de silicone como sendo indesejáveis e desnecessários, pontua-se, de outro lado, a sua importância para os cidadãos e para o seu bem estar físico, mental e emocional, principalmente para as vítimas de trânsito, de queimaduras, do câncer, etc.</p>
<p>Não obstante esta importância, há, sim, inúmeros problemas perceptíveis. Por exemplo, no caso das faixas de pedestre, não é possível deixar de condenar a forma desordenada com que foram disseminadas em quase todas as cidades, desde as grandes metrópoles até as pequenas vilas nos rincões deste País, soando como uma atitude política, eleitoreira e populista dos governos municipais, carentes de criatividade e capacidade.</p>
<p>A bem da verdade, vê-se que as autoridades municipais se depararam como uma oportunidade barata de se lucrar politicamente com tais faixas. Cidades que antes conviviam com trânsito ruim, viraram verdadeiras Mumbais depois delas. Para agravar, muitos pedestres perceberam o poder, literalmente, em seus pés: acreditavam que bastava por um pé na rua para que os motoristas tivessem a obrigação de parar e esperá-los atravessar. As consequências foram inevitáveis e pessoas foram vitimadas nestas perversas faixas (com boa intenção motoristas param o carro antes da faixa enquanto <em>motoboys</em> imprudentes – desculpa o pleonasmo –não, acontecendo atropelamentos).</p>
<p>A cidade de Viçosa, Minas Gerais, é um exemplo típico disto. Um prefeito de visão cosmopolita limitada disseminou estas faixas pela cidade prejudicando o trânsito, deseducando o pedestre e colocando em risco a vida das pessoas, o que se deu de forma mais intensa do que antes da existência delas. Para a felicidade geral da nação viçosense, por motivos outros, ele foi impedido de continuar a governar e substituído por um melhor assessorado que redimensionou, otimizou e reposicionou tais faixas com auxílio de semáforos, inclusive para pedestres, revertendo o caos e melhorando o fluxo de veículos.</p>
<p>O certo é que, ainda que sejam colocados semáforos em algumas das faixas de pedestres, estas podem agravar o já complicado tráfego dos centros urbanos se forem colocadas fora dos cruzamentos. Em cidades como a capital paulista, onde a velocidade média do fluxo deve estar igual a do início do século XX &#8211; quando a diferença entre carro e carroça era o número de cavalos -, a implantação de faixas fora de cruzamentos só agrava o caos. Óbvio que nas ruas de menor movimento, as faixas distantes de cruzamentos são até úteis. Caso contrário, acontecem engarrafamentos colossais que, além de estarem na contramão do apelo ambiental e de piorarem o que se acreditava não ter como piorar, aumentam o consumo de combustíveis e a emissão do hostilizado CO2, contribuindo para o tão desejado aquecimento global lá na Europa, que esta vivendo num rigoroso inverno.</p>
<p>Já no que tangeàs siliconadas, é preciso fazer algumas ressalvas na posição de crítico ferrenho. Uma delas é que, se pontuado por minhas testosteronas, nada contra os <em>airbags </em>que deixam as donzelas esculturais; a outra é que, sob o enfoque do engenheiro florestal que só olha para o próprio umbigo, nada melhor do que o consumo desenfreado de silicone, já que ocasionará um aumento no consumo de carvão vegetal e cavaco.</p>
<p>Sem embargo destas considerações pontuais, caso o pensamento penda para o foco do cidadão, é impossível não condenar a extravagância nestes implantes siliconados. Chegou-se ao absurdo de ter uma capixaba reivindicando o seu registro no livro dos recordes como a que implantou o maior volume de silicone nos seios, sendo que, de outra via, notícias deram conta de que ela apresentou graves problemas de saúde, sendo obrigada a retirar os implantes. Obsessão patológica à parte, muitas pessoas estão sendo vítimas da inescrupulosidade de uma empresa francesa (PPI) que colocou no mercado silicone industrial como se fosse cirúrgico, obrigando a um <em>recall.</em></p>
<p>A título de esclarecimentos, vale explicar que o silicone vem do silício,contido em grande quantidade no quartzo, mineral muito comum no Brasil e considerado o mais resistente às intempéries. Este mineral resiste há milhões de anos no planeta, já que requer muita energia para se desfazer. Embora mais bonitas e sensuais, as turbinadas, provavelmente, não imaginam o quanto de energia e calor são necessários para transformar um quartzo ultra-resistente na forma sólida bruta em um produto líquido e viscoso como o silicone. A verdade é que uma única indústria desta consome a quantidade de energia suficiente para abastecer a maioria das capitais brasileiras.</p>
<p>Ora, quantas represas hidroelétricas seriam necessárias, caso se alastre ainda mais o uso de silicone. É preciso disponibilizar energia para consumos mais essenciais. Se há alguma siliconada desavisada participando de movimentos contrários à construção de barragens, sobretudo à de Belo Monte, como algumas atrizes globais, a sugestão é que retirem o seu banquinho e saiam de fininho.</p>
<p>Apesar de seu alto valor agregado, por sorte o volume deste silicone produzido é ainda pequeno em relação à produção total, o que me poupa de criticas dos meus colegas que trabalham nas indústrias de silício metálico. De qualquer modo, caro leitor, fico devendo algumas linhas sobre os impactos provocados pela falta de assunto. Caso saiba de algum, favor explicitar no campo de comentários abaixo.</p>
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