27/01/2012 – Recentemente participei de um debate que começou com discussão entre diretor, advogado e gerente de RH sobre desembolsos com indenizações trabalhistas. Um valor de relativa importância tinha que ser pago e não havia previsão no fluxo de caixa. Vamos estudar o que está acontecendo aqui!
Todo sistema em regime, precisa de portas de entrada e portas de saída em termos de informação. Contratos com clientes precisam estar cadastrados em “sistemas”. Esse cadastro precisa ser perfeito. Eles são a porta de entrada da informação. Pedidos de clientes ou documentos de venda requerem o mesmo rigor cadastral.
Fornecedores passam pelo mesmo critério. Precisam estar cadastros, não somente como fornecedores, mas a cada ordem de fornecimento. Domínio da informação. Estendendo o conceito, podemos entender que tudo o que representa entrada ou saída de recursos deve ter esse cuidado quanto à informação. Cadastro da informação sobre o fornecedor + cadastro da informação sobre a transação. Precisam ser tratados com muito rigor e consciência do universo de informações que está em jogo.
As ferramentas tipo ERP tão comuns, foram construídas para atender ao conceitoem questão. Sempretivemos muitas dificuldades. As dificuldades sempre começam com a estrutura dos cadastros. Sempre incompletas, sempre imperfeitas. Com muita frequência os ERPs não tem as portas de entrada que se fazem necessárias. Não foram previstas.
No caso que gerou este texto como exemplo, o processo trabalhista não foi cadastrado como um evento que precisa ser cadastrado. Não tinha uma porta de entrada para ele. Não foi prevista. Hoje em dia, qualquer empresa vive uma tragédia com a CLT. Precisa prever a porta de entrada por que vai ter o que entrar.
Nada mais é do que um contrato com desembolso futuro ou não, mas que sempre acarreta despesas de alguma forma. Cadastrar o processo trabalhista como contrato e fazer previsão de cronograma de desembolso, é um ato de planejamento, de antecipação de riscos de fluxo de caixa. Aqui não lidamos bem com os ERPs. Eles precisam de documentos que estão no futuro. Ainda não existem como tais, mas a previsão existe.
Aqui entram recursos muito evoluídos, como o EBMS, em que se conecta ao ERP uma ferramenta de Projeção Orçamentária Sistêmica,em que Orçamento, Projeção do Orçamento no futuro colocada como previsão, Fluxo de Caixa no presente e no futuro, e Contas Mutantes no presente e no futuro estão sempre interligadas. Uma base só.
Dessa forma, temos as bases dos cadastros que estão nos ERPs, passado e presente perfeitamente identificados com a Projeção Orçamentária que é atualizada a cada fato novo. Temos então completa identificação das portas de entrada e rastreabilidade em relação ao Fluxo de Caixa no Futuro. A ferramenta Conta Mutante, que identifica em base real a situação da estrutura do capital de giro operacional, nos conta da dificuldade maior ou menor para honrar os compromissos. É ela que permite fazer o planejamento do fluxo de caixa a cada instante.
O que temos aqui nada mais é do que um sistema de rastreabilidade permanente via projeção orçamentária que funciona como um arquivo dinâmico, sempre interligando passado, presente e futuro. O que entra como cadastro exige uma informação na porta de saída. Impões uma disciplina que derruba muita agitação paralisante.
Com o domínio da informação dessa forma, temos muito mais paz nas nossas relações de trabalho.O sistema além de funcionar como uma maquete da empresa no passado, presente e futuro, funciona também, devidamente interligado com ferramentas ERPs, como um condutor da informação ao longo da sua vida. Tudo é visto e tudo é dominado. É muito bom.
