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Aracruz tem 90% de chance para ter a fábrica de bio-óleo da Fibria

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Aracruz tem 90% de chance para ter a fábrica de bio-óleo da Fibria

Investimento de R$ 500 milhões e geração de 200 empregos, a fábrica de bio-óleo que a Fibria pretende construir tem 90% de chance de ser em Aracruz, ao lado da fábrica de celulose de Barra do Riacho. No início do ano os economistas davam como certa a instalação da indústria em Jacareí (SP), mas parece que a logística capixaba prevaleceu, além do incentivo fiscal garantido pelo governador Paulo Hartung.

O Conselho de Administração da Fibria ainda não autorizou a obra e nem definiu a sua localização. O projeto para a produção de bio-óleo, uma espécie de combustível produzido a partir da madeira de eucalipto, faz parte do programa de diversificação da Fibria e já tem licença-prévia do Iema. Para o deputado estadual e presidente da Assembleia, Erick Musso, o investimento é importante para o Estado e por isso está junto com o governador Paulo Hartung na viabilização do projeto para gerar empregos e renda para a população, como iniciativa para sair da crise.

Aracruz leva vantagem por ter área estratégica na localização da nova planta, ao lado da indústria de celulose, próxima do insumo básico, e também de Portocel, o terminal especializado na movimentação de celulose, o que facilitará o embarque do combustível que será exportado. O empreendimento será feito em parceria com a empresa canadense Ensyn Corporation, sócia da Fibria.

A área reservada fica ao lado de um lago próximo à rodovia ES-257, no trecho entre o trevo da fábrica e o caminho para Vila do Riacho, em frente à entrada do pátio de madeira. Dentro do projeto de diversificação de sua linha de produção, a joint venture (empreendimento conjunto) com a empresa do Canadá analisa dois projetos com dimensões que variam de 150 a 400 toneladas diárias de óleo combustível a partir de biomassa.

O bio-óleo substitui o petróleo para aquecimento industrial e pode ser usado como combustível de transporte e geração de energia. A planta de energia renovável, a primeira do grupo no País, terá a madeira, casca de madeira e resíduos de madeira como insumos principais. Quando a fábrica estiver em operação – o prazo estimado é de dois anos – parte do biocombustível será utilizado nas unidades produtoras de celulose. Outra parte poderá ser ofertada no mercado brasileiro e há ainda a alternativa de exportação do produto para os Estados Unidos, dependendo dos rumos da política protecionista do presidente Donald Trump.

Ensyn Corporation – A empresa sediada em Ottawa, no Canadá, fabrica e vende combustíveis líquidos renováveis a partir de madeira e resíduos agrícolas no mercado internacional. Dispõe de biocombustíveis derivados da celulose, incluindo óleo combustível renovável (RFO) para aplicações de combustível de aquecimento industriais; geração de energia elétrica a partir da biomassa sólida; solução de motor para geração de energia a partir de biomassa e coprocessamento nas refinarias.

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