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Agronegócio contribui para movimentação recorde no porto do Rio Grande

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Agronegócio contribui para movimentação recorde no porto do Rio Grande

Agronegócio16/02/2016 – No ano passado, o porto do Rio Grande registrou a maior movimentação de carga da sua história, atingindo 37.667.299 de toneladas (incremento de 8,9% quando comparado a 2014). O superintendente do complexo, Janir Branco, credita o bom resultado, apesar da crise econômica, ao desempenho do agronegócio gaúcho, que viveu um momento excelente.

Em 2015, houve um intenso transporte de soja e de seus derivados. Branco ressalta ainda – embora não tão expressivo – o crescimento do trabalho com contêineres, com itens como resinas, tabaco e arroz. O complexo soja (óleo, farelo e grão) representou 37,8% da movimentação total do porto e teve um crescimento de 29,6% em relação ao ano anterior.

Foram movimentadas 14,2 milhões toneladas desse segmento. Na carga geral houve um aumento de 15,6%, passando de 7,8 milhões de toneladas para 9,08 milhões de toneladas. O granel sólido teve incremento de 10,7%, ultrapassando 24,5 milhões de toneladas.

A China foi o principal destino das exportações, com mais de 10,7 milhões de toneladas, enquanto a Rússia foi o país que mais enviou produtos ao porto do Rio Grande, acumulando 672,3 mil toneladas. No total, foram 3.067 embarcações que movimentaram cargas no Porto Novo e no Superporto.

Para 2016, Branco admite que ainda restam muitas dúvidas, contudo a expectativa é positiva, devido à perspectiva de uma nova boa safra de soja. O porto também deverá aumentar a movimentação de celulose em consequência da ampliação da capacidade da planta da CMPC Celulose Riograndense no Estado. Além disso, o porto passará neste ano por duas obras importantes: a modernização de 1.125 metros do cais do Porto Novo e uma dragagem de manutenção.

O superintendente adianta que essa última iniciativa será feita com recursos do governo federal e deverá começar até meados de abril. A estimativa é que os trabalhos, depois de iniciados, levem aproximadamente 10 meses para serem finalizados. O custo da ação é de R$ 368 milhões.

Atualmente, a profundidade do Porto Novo é de 10,5 metros, com operação em 9,45 metros, e no Superporto é de 14 metros, com 12,8 metros operacionais. Depois da dragagem, a intenção da Superintendência é conseguir homologar, com a Marinha, o Superporto com 16 metros de profundidade (operacional de cerca de 14,5 metros) e fora da Barra (acesso ao porto) 18 metros. O canal homologado deixa uma sobra da profundidade alcançada de fato, como uma medida de segurança. “Com o serviço, o porto ficará muito mais competitivo”, ressalta Branco. Após esse objetivo ser alcançado, o dirigente pretende discutir com a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP) uma futura dragagem de aprofundamento.

Já a modernização do cais do Porto Novo deverá ter um módulo entregue no mês de março, com a meta de melhorar a condição da operação das embarcações que trabalham com celulose. O governo federal está investindo cerca de R$ 100 milhões nessa ação, que deverá ser concluída ainda neste ano.

Fonte: Jornal do Comércio / Adaptado por CeluloseOnline

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