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Cases de Sucesso com as operações sinalizadas no setor florestal

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Cases de Sucesso com as operações sinalizadas no setor florestal

Projeto certeiro

22/12/2016 – O profissional explica que a sinalização adequada para cada empresa é determinada por um diagnóstico inicial de sinalização.

Para isso, um técnico faz o diagnóstico, por levantamentos in loco com base nos procedimentos da companhia, no mapeamento de risco de cada área, com informações passadas por supervisores, técnicos e engenheiros de segurança e com base nas atividades executadas.

Operação Sinalizada B Forest 3Depois disso tudo é apresentado um anteprojeto de sinalização, com layouts específicos para cada área ou setor. Uma vez aprovada, ela é executada e implantada, sempre oferecendo um acompanhamento póssinalização, com equipes de manutenção.

Genite destaca uma frase importante que ouviu de um cliente: “Prefiro pecar pelo excesso do que pela falta de sinalização”.

Parceria sinalizada

Desde o início de suas atividades em Jacareí, a Fibria sinaliza todas as operações que realiza, tanto nas estradas que ficam dentro das fazendas onde está acontecendo a operação, como também nas públicas que permitem o acesso ao local, ou que sejam rotas por onde passam os profissionais e a comunidade.

A empresa explica que todos os projetos florestais são sinalizados, com placas que constam a logo da Fibria, um telefone para dúvidas, sugestões de melhorias ou reclamações da comunidade e números de contato da brigada de incêndio.

“As placas são colocadas nas estradas indicando os pontos mais críticos, como curvas, pontes estreitas, cruzamentos e trânsito de veículos longos. Também orientam sobre o limite de velocidade, locais em que há a travessia de animais silvestres, AAVC (Áreas de Alto Valor de Conservação), proibição de pesca e caça ou até mesmo presença de apiários”, conta.

A localização das sinalizações é determinada de acordo com mapeamento realizado in loco, antes do início das operações. “Profissionais da área de estradas e segurança são os responsáveis por essa determinação, que, geralmente, ficam em locais de maior tráfego de pessoas e áreas com peculiaridades geográficas”, explica.

Operação Sinalizada B Forest 2

A Fibria realiza um mapeamento de risco operacional, que identifica e determina as condições de transporte e carregamento, considerando as características das estradas e do clima. “Em estradas de boa qualidade e com tempo seco, o transporte acontece sem restrições, já em estradas mais críticas e com tempo chuvoso pode ser necessário o acompanhamento de um técnico de segurança”, exemplifica.

Já no caso específico da silvicultura e colheita, todo o levantamento de dados e determinação da localidade das placas é de responsabilidade das próprias equipes nos locais de operação, de acordo com procedimentos internos.

A empresa destaca a importância das placas serem autoexplicativas e da comunidade tomar conhecimento sobre o que está sendo sinalizado. “Realizamos uma conversa com todos os envolvidos explicando a operação que será realizada, sempre antes dela acontecer. Esse programa é intitulado de diálogo operacional e coordenado pela área de sustentabilidade.”

A empresa explica que este processo possibilita esclarecer todas as dúvidas sobre as operações florestais, além de divulgar e disponibilizar um canal de contato para que a comunidade possa, a qualquer momento, registrar críticas, sugestões, elogios etc. Em 2015, foram realizados 671 diálogos com a participação de 4.193 pessoas, abrangendo 100% de todas as localidades impactadas pelas operações da empresa.

Após o término de cada operação, as ações de mitigação realizadas são avaliadas em entrevistas individuais com os vizinhos e representantes das comunidades, indicados nas reuniões de diálogo.

Segurança em primeiro lugar

A International Paper utiliza placas de sinalização em suas operações desde que a colheita ainda era feita de forma manual.

No entanto, elas eram restritas à colheita e ao transporte, hoje, as placas são utilizadas em toda a área florestal conforme a necessidade. “Essa medida foi adotada para garantir a segurança de nossos profissionais, prestadores de serviço e visitantes, alertando possíveis riscos e também em atendimento à legislação”, explica Luís Fernando Silva, gerente geral florestal da IP.

Operação Sinalizada B Forest 6 International PaperDe acordo com Luís, elas são determinadas de acordo com os riscos identificados em análise e conforme às legislações vigentes, como a NR31, NR12, NR27 e normas do CONTRAN. “As áreas sinalizadas são: colheita, silvicultura, transporte e estrada. Em cada uma delas, há vários modelos de sinalização, tais como: de máquinas em operação, aplicação de herbicida, pontes estreitas, sentido de transporte, avisos de entrada e saída de caminhões, etc”, acrescenta.

Para a colheita e para o plantio, a IP tem placas similares: de distância das máquinas em operação, indicando quais EPIs são necessários para permanecer na área, de distância e cones para abastecimento de máquinas, com recomendações para estacionar na área de vivência, com limites de velocidade, entre outras.

No transporte, Luís explica que a sinalização mais importante é a de acesso às rodovias, entrada e saída de veículos entre estrada de terra e rodovias. Essas placas são de 500, 300 e 100 metros, dependendo da condição do local, e há também sinais luminosos. “Também há placas indicando estreitamento de pontes, para manter canal de comunicação com a comunidade, de parada para entrada em estradas mais movimentadas, indicando o caminho até o carregamento, de distância segura do carregamento, entre outras”, complementa.

O gerente conta que a localização de cada placa é determinada priorizando a facilidade de visualização, respeitando a informação que precisa ser sinalizada e de forma que não atrapalhe o andamento das operações e trânsito de pessoas. Inclusive, ele destaca que as normas e legislação de segurança são válidas para todos os profissionais, prestadores de serviços e visitantes, independentemente de qual atividade estejam executando.

“Todos os prestadores de serviço seguem a mesma regulamentação que os funcionários da International Paper e são gerenciados por inspeções da CIPATR (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural), auditorias internas e externas, IPS (Indicadores de Performance de Segurança), Sistema de observação de segurança: Mypositive, auditorias comportamentais e inspeções da liderança”, acrescenta.

Isso porque, caso algum acidente aconteça, o ocorrido seguirá as normas e políticas de segurança da empresa e passará por análise e investigação, coordenados pelos responsáveis da área envolvida e o departamento segurança, que são responsáveis por apurar e determinar ações para evitar a recorrência de fatos semelhantes.

As sinalizações dentro de uma empresa florestal são de extrema importância, pois a maioria das atividades envolve riscos constantes, que se não forem considerados podem causar graves consequências. Por esse motivo, é fundamental que todas as operações sejam bem sinalizadas para orientar a totalidade dos envolvidos, desde profissionais em atuação a membros da comunidade que passam por perto das florestas.

Fonte: B. Forest / Edição 20 / Maio de 2016

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