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4 Demonstrações Reais de que o Setor de C&P Tem colaborado com a Pegada Hídrica

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4 Demonstrações Reais de que o Setor de C&P Tem colaborado com a Pegada Hídrica

O Instituto Akatu revelou, em uma pesquisa dessa década, que o consumo de água está ligado à produção de papel. O resultado é que para produzir 1 quilo do papel são necessários 540 litros de água.

Assim, se uma empresa consome 50 mil folhas de papel por mês, isso quer dizer que ela pode gerar uma economia de 32 mil litros de água ao usar a folha dos dois lados.

Se pensarmos em 20 empresas desse mesmo porte, a economia anual seria o suficiente para abastecer 30 famílias durante o mesmo período.

Nessa mesma linha de pensamento, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), mostrou que o Espírito Santo – região que tem muitas áreas plantadas de eucaliptos para a produção de papel – há indícios de que os cursos de água devam desaparecer devido ao alto consumo.

“Em termos de disponibilidade, a água é um uso direto das empresas. Se uma hora a água acabar, eles param de produzir”, comentou Glauco Kimura de Freitas, que é mestre em Ecologia.

Pensando nisso, ainda que o setor seja visto como grande vilão da pegada hídrica, separamos 4 motivos que provam que ele tem se preocupado com essa questão ambiental. Confira:

1 – Fibria

A Fibria anunciou metas para até 2025 com relação à água.

A empresa, que é líder mundial na produção de celulose branqueada de eucalipto, tem a intenção de poupar 34 bilhões de litros em uma década com ações em três focos:

  1. Na floresta, a gestão de microbacias e a disseminação de conhecimento técnico,
  2. Nos viveiros, redução de 17% do consumo na captação de água por muda produzida,
  3. Na indústria, redução de 17% do consumo de captação de água por tonelada de celulose.

“A missão é produzir mais com menos impacto e uso de recursos naturais”, afirmou em nota.

2 – Veracel

A meta da Veracel é produzir 1,1 milhão de toneladas de celulose branqueada de eucalipto por ano com novas tecnologias que devem reduzir o consumo de água em, pelo menos, 10%, ou seja, caindo para 24m³ por tonelada de celulose.

Esse consumo que vem do Rio Jequitinhonha – no Sul da Bahia, é de cerca de 3,3 milhões de litros por hora, sendo que do total 3 milhões de litros voltam à natureza depois de serem tratados.

“No nível que estamos, o desafio é a gestão do consumo para a produção”, diz a empresa.

3 – Klabin

A produtora tem capacidade para produzir 2 milhões de toneladas por ano de papel e 1,5 milhão de tonelada de celulose nas suas 17 unidades, com programas de monitoramento das bacias.

Na Floresta, por exemplo, há projetos de modelagens ecofisiológicas e emprego de tecnologia de plantio que evitam a irrigação e a aplicação de gel na planta, que retém água.

“Cuidar da qualidade do solo, da água e do ar é da nossa natureza”.

4 – Suzano

A Suzano quer reduzir o consumo da água em 10% e para isso a empresa prometeu investir 100 milhões de reais na expansão e modernização da sua Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), em Mucuri.

Por CeluloseOnline

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